Quando o Ser Humano surgiu no planeta os animais já o habitavam e as plantas já existiam há mais de 400 milhões de anos. As plantas conforme hoje as conhecemos, evoluíram a partir de espécies de algas primitivas. O homem moderno “Homo Sapiens”, ganhou forma e vida há cerca de 50.000 anos e, desde então, começou a fazer uso das plantas no tratamento das doenças, pelo que se poderá deduzir que a primeira Medicina terá sido a Fitoterapia.

Nos primórdios os povos tiveram que encontrar soluções para tratar as doenças e mazelas e a figura mais poderosa do clã ou da tribo assumia a função de líder que orientava e zelava pela saúde do seu povo, sendo conhecido por Mágico e Feiticeiro. Utilizava as práticas mágicas, “Medicina Mágica para alterar a realidade e manipular as forças da natureza com rituais, danças, rezas, benzeduras, defumadouros, amuletos e plantas alucinógenas para alterar os estados de consciência. A água tinha sempre um lugar de destaque nos rituais, por constituir o Símbolo da Purificação. A água terá sido o primeiro tratamento da humanidade.

A VIDA NASCEU DA ÁGUA – “O CALDO PRIMORDIAL”.

Quando os animais se feriam ou estavam doentes, procuravam a água e as lamas (Argila), como também procuravam e selecionavam plantas para se tratarem e curar. O homem atento e vigilante, vai acumulando conhecimentos, graças ao aprendizado com os animais e, adquire meios de defesa e prevenção, como também de cura. Terá sido quiçá, o inicio da Medicina Natural experimentada.

Quando o homem é confrontado com mais dor e cada vez mais doenças, atribuiu tudo isso aos espíritos maléficos e aos feiticeiros, julgando que a doença é um castigo de algum Deus e, que os espíritos são a causa da doença. Assim surge a “Medicina Religiosa”. O Xamã era o sacerdote tradicional e com poderes para contatar com o mundo dos espíritos, com capacidade de fazer profecias e curas, provocando um estado de respeito e submissão das pessoas. É um poder exercido por pessoas carismáticas e, encaradas como intermediários entre o doente e os Deuses, com poderes sobrenaturais. Os primeiros médicos da história são os sacerdotes, que cumpriam rituais apropriados, faziam orações e ofertas a Deus, invocavam os espíritos e as forças dos Deuses, necessárias à melhoria e salvação dos doentes. Hipócrates rompe com o paradigma do Sobrenatural e afirma: “nenhuma doença tem causa sobrenatural” e define um código de relação direta entre o profissional de saúde e o ser humano, sem necessidade de intermediários de forças ocultas. Refere-se ao comportamento e respeito entre seres humanos, instituindo o Código Deontológico, que culminaria no Juramento de Hipócritas: “Consagrar a minha vida ao serviço da humanidade e exercer a minha profissão segundo o preceito Primum non Nocere” (Primeiro que tudo, não prejudicar). Hipócrates estabelece um novo paradigma relativamente à compreensão do ser humano, à doença e à saúde, estabelecendo um cariz Científico para a Medicina, quando afirma: “Se as doenças têm causas naturais, então essas doenças têm que ser tratadas com métodos e agentes naturais e, não com artifícios sobrenaturais.” Com este pensamento e intervenção, a medicina mágico-religiosa dá lugar à Medicina Científica, baseada na sapiência, pelo estudo e pela prática. Vivia-se na Grécia a Era do Saber e desenvolveu-se a Medicina Grega com duas escolas e duas filosofias distintas: Escola de Cós: A escola de Hipócrates baseada na Medicina Holística e Natural, que se viria a designar por Naturopatia – Higiene e Medicina Natural. Escola de Cnidos: Em oposição à escola de Hipócrates ensina medicina baseada nas doenças, que viria a ser designada de Medicina Alopática (Medicina Química).

 

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Cédula Profissional 0300193 – ACSS ⌋                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      

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A utilização do alho remonta à própria existência da humanidade. Três mil anos a.C. já era utilizado pelos Sumérios para prevenir epidemias e tratar parasitoses e, em documentos históricos como o papiro de Ébers (1700a.C.) o alho é citado 22 vezes por todos os sábios da antiguidade. Os médicos antigos utilizavam o alho para tratar um grande número de doenças, sendo utilizado tanto interna como externamente para todos os males, desde dores de cabeça a encefalites, simples erupções de pele, indigestões e problemas de fígado. Nos tempos em que não havia medicamentos como uma simples aspirina, os efeitos do alho eram verdadeiramente assombrosos. Com o decorrer dos séculos, o conhecimento aumentou e, através de inúmeros estudos, a comunidade científica tem provado e validado muitas das teorias ancestrais, assim como refutado algumas crenças populares de carater supersticioso.

Hipócrates, reputado médico Grego nascido 460 anos a.C, e considerado o Pai da Medicina Moderna, consagrou o alho pelo conhecimento da medicina do Antigo Egipto, cujas práticas são historicamente documentadas. Utilizou e desenvolveu processos em várias práticas como: febres, abcessos, feridas infetadas e inflamações, erupções cutâneas e manchas da pele, lepra, reumatismo, artrite e gota, ciática e outras dores de costas, dores de cabeça e ouvidos, dilatação do baço, problemas de fígado e vesícula, tosse e rinite, bronquite e dificuldades respiratórias e, recomendava também a ingestão generosa como alimento remédio para facilitar as digestões, dores e inchaço abdominal, prisão de ventre, diarreia e disenteria, hemorroidas, lombrigas e parasitas intestinais. Observava que o alho deveria ser evitado em recém nascidos porque provocava cólicas.

Este maravilhoso alimento contém mais de 200 elementos terapêuticos, entre os quais vitaminas, aminoácidos, enzimas e minerais. Entre os seus nutrientes incluem-se cálcio, magnésio, potássio, zinco, ferro, selénio, germânio, enxofre, ácido salicílico, níquel, niacina, tiamina, e vitaminas A, B, C e E.

Usos terapêuticos mais estudados na clínica diária: Combate tanto bactérias gram positivas como gram negativas, actua como alimento medicamento energizante, reduz colesterol e diabetes, hipotensor, anti-arritmico, anti-agregante plaquetário, anti-septico, anti-infecioso (anti-bacteriano, anti-viral, anti-fungico), anti-tumoral, desintoxicante, anti-oxidante, estimulante do sistema imunitário.

A melhor forma de utilização deverá ser diária, em cru ou cápsulas de óleo.

Nas últimas décadas o alho é provavelmente a planta mais estudado no âmbito da investigação científica, tanto in vitro como in vivo e em seres humanos, com resultados consistentes, poderosos e eficazes, particularmente bacterianos e virais.

Os médicos Chineses têm estudado e aplicado o alho como medicamento de excelência contra a meningite bacteriana, e a encefalite viral, enquanto que os médicos Africanos têm usado como recurso de medicamento primário contra a disenteria amíbica, a toxoplasmose, a cryptosporidium e a pneumocystis, com grande êxito.

Investigadores Americanos demonstraram que o alho ativa o sistema imunitário e ajuda a proteger o corpo de infeções, doenças cardiovasculares, cancro, cansaço e envelhecimento.

É ainda referido que, se fosse possível usar uma só planta medicinal para combater um surto epidémico de bactérias resistentes aos antibióticos, o alho seria certamente o escolhido.

(Conclusão de estudos prosseguidos em 1984 por Singh e Shukla).

 

⌈ Juvenal Silva, Naturopata
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O nosso sistema imunitário protege-nos a cada instante contra batalhões de vírus, bactérias, fungos e outros parasitas. Uma debilidade de saúde ou fraqueza do sistema imunitário, é uma doença que se estabelece e se instala no nosso organismo.

 

Então, como reforçar as nossas defesas e fortalecer o nosso sistema imunitário?

Desde o início da nossa existência possuímos um verdadeiro exército ao serviço da nossa sobrevivência e, toda a nossa programação biológica é focada em duas atividades bem definidas: Reprodução e Sobrevivência. A maioria de nós nem se apercebe e, até nem temos consciência disso, mas a cada segundo, a nossa sobrevivência é ameaçada por vírus, bactérias, fungos e, parasitas, que estão omnipresentes ao nosso redor e, que poderiam aniquilar-nos, se não tivéssemos um sistema de defesa tão sofisticado, quanto eficaz, como é o nosso sistema imunitário. Basta uma ligeira fraqueza para se instalarem resfriados, amigdalites, gastroenterites ou doenças muito mais graves e complicadas.

 

Como reconhecemos se o nosso sistema imunitário está fraco?

O sistema imunitário é muito complexo, pelo que é difícil reconhecer se está a funcionar em pleno, pelo facto de vivermos num ambiente em que a água, o ar e a comida estarem poluídos. Contudo, existem alguns indicadores que nos podem alertar para um estado de imunidade verdadeiramente insuficiente, como por exemplo infeções de variada natureza, fadiga crónica, lesões com dificuldade curativa, etc.

 

O que influencia o sistema imunitário?
Existem múltiplos fatores, que tanto podem diminuir como podem reforçar. Fatores e causas são muitos, como idade, doença, desnutrição, sedentarismo, excesso de peso, stress, insónias, poluição, tabagismo, alcoolismo, drogas, etc. Por outro lado, um bom sistema imunitário é favorecido por um conjunto de fatores como o estilo de vida saudável, prática regular de atividade física, controle do stress, práticas de meditação, sono reparador e nutrição saudável.

 

Outros fatores que determinam um bom sistema imunitário:

A vitamina D tem sido muito discutida nos últimos anos e, durante o inverno, quase todos somos deficientes da vitamina D, pois está intimamente ligada ao nosso sistema imunitário. Um recente estudo publicado na Naturemostra defende que a nossa primeira linha de defesa, células T, é ativada somente na presença da vitamina D, sem esquecer a vitamina A, com a qual a vitamina D funciona sinergicamente.

A vitamina C está na consciência coletiva, pois ao mínimo sinal dum pequeno resfriado, todos pensamos na vitamina C para estimular o sistema imunitário. Todavia, também existem alguns estudos que concluem que a vitamina C só tem efeitos terapêuticos para prevenir e curar resfriados, quando é tomada em conjunto com zinco.

A proteção dos intestinos é cada vez mais referida nos dias de hoje, até já referem ser o nosso segundo cérebro, devido ao número de conexões neuronais que existem nele, sendo deste modo, o nosso primeiro órgão de defesa. Se estiver a funcionar mal ou estiver em mau estado, é uma enorme porta aberta para reações alérgicas ou inflamatórias. Quando a flora intestinal é atacada e diminuída, seja por uma alimentação pobre, uma gastroenterite ou por toma de antibióticos, o nosso sistema imunitário está enfraquecido e doente, não reagindo aos múltiplos ataques. Nestas situações, os probióticos são uma boa e útil solução como terapêutica diária e regular.

Como conclusão, poderemos deduzir que o um sistema imunitário forte é o resultado de interações complexas, influenciado pelo nosso estilo de vida, por uma nutrição saudável em vitaminas, proteínas e minerais, atividade física regular, boa gestão do stress e sono reparador.

 

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A biologia agrupa um conjunto de ciências como a fisiologia, morfologia, microbiologia, histologia, patologia, medicina antropológica, higiene, entre outras e, centra-se no estudo dos seres vivos. A biologia clássica está vocacionada para o estudo laboratorial das células vivas da matéria microbiana, análise de urinas, fezes e expetoração.

Outras variantes experimentais são utilizadas no ensaio de medicamentos, na pesquisa de princípios ativos da química orgânica e até no desenvolvimento reprodutivo.

Sendo a biologia o estudo da vida, agrega um conjunto de estudos específicos em que se incluem a produção de vacinas, medicamentos e processamentos de síntese.

Em Naturopatia, considera-se que a Biologia é para além de todas as filosofias, a Ciência do Ser Vivo e das suas condições existenciais, “as condições do meio específico”, criadoras originais do Ser Vivo, responsáveis pela perpetuidade. Diferencia-se da Biologia Clássica que se encerra em laboratório, porque a procura fundamenta-se na observação da natureza e dos segredos da vida, onde tudo se desenvolve e organiza livre e naturalmente, tanto no reino animal como vegetal. Nesta perspetiva, os estudos biológicos, fundamentam-se na saúde humana, na saúde natural, que compreende a verdadeira essência da vida, como sejam as formas corporais corretas, o sistema imunitário, a força e aptidões físicas, a longevidade com qualidade e sem doenças, a inteligência espontânea e natural, os valores humanos baseados no bem e na solidariedade social.

O pensamento holístico que envolve a filosofia Naturopática, transporta-nos a encarar a SAÚDE NATURAL DO SER HUMANO, pela integralidade no seu meio específico e em obediência à sua própria natureza, tanto na sua preservação como conservação e, restauração em casos de enfraquecimento ou doença.

Procedimentos e pensamentos opostos à biologia química que procura a descoberta de forma fragmentada de proteger a saúde, não considerando as fontes vitais.

 

O problema da doença

A doença está associada a uma multiplicidade de fatores em que se destacam a poluição ambiental provocada pelo homem, como também a poluição mental, fatores de degeneração, fraqueza, desvitalização e desregulação homeostática. Uma alimentação desapropriada e os maus hábitos da vida moderna, conduzem a uma vida desnaturada, contrária á essência do Ser e da vitalidade, numa agressão permanente em que os processos químicos assumem cada vez mais um papel destruidor da saúde humana. Aqui residem as verdadeiras causas do entupimento humoral, ou seja, a contaminação do sangue, linfa e fluidos celulares, provocando sérias dificuldades de eliminação de resíduos tóxicos.

A Lei Naturopática nº 4, considera a doença como provocada pelo  “stress” do meio anti-biológico (falsos alimentos, falta de ar puro  e limpo, de exercício racional, de sol e tensão psiconervosa.

Doenças Agudas

São as mais comuns, como a febre, catarros, suores, diarreias, hemorragias, que ocorrem com maior ou menor agressividade, como resposta à toxidade humoral, para provocar uma purificação do organismo e auto cura.

Doenças crónicas 

São mais estritas, menos violentas  e às vezes silenciosas, com intermitência de crises e repouso aparente. Todas as doenças são sinal de defesa e manifestam-se a nível externo ou ao nível dos órgãos ocos, como estômago, (ex: úlcera).

Os estudos Naturopáticos biológicos, morfológicos e psicológicos, estão orientados segundo as doutrinas humoristas e vitalistas. A repressão da doença destrói a força vital, assim como a medicação orientada para o sintoma, uma vez que não é solicitada a desintoxicação através dos emunctórios, ou seja, intestinos, rins, pele, fígado e pulmões, única forma de purificação dos humores.

Terapêutica

A doutrina Naturopática preconiza as manobras de drenagem, cujos princípios de auto cura devem reger-se pela seguinte ordem:

  • Desintoxicação (limpeza humoral por solicitação dos emunctórios)
  • Repouso (eliminação de tensões físicas e psíquicas)
  • Eliminação da fonte tóxica (alimentação incorreta e desnaturada)

 

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