Existem disponíveis no mercado muitos suplementos dietéticos e, nem sempre são conhecidas as suas verdadeiras funções, causando alguma dificuldade ou confusão. Assim sendo, torna-se importante conhecer e compreender a importância de cada um deles, pelo que enumero alguns dos mais representativos.

Lactobacillus acidophilus – é uma cultura bacteriana que se encontra nos produtos à base de leite fermentado como o iogurte, o soro e o Kefir. Comercializa-se em cápsulas ou em pó. A sua função é restabelecer as bactérias intestinais saudáveis e destruir os organismos patogénicos presentes nos intestinos. Este suplemento deverá ser tomado por todas as pessoas algumas vezes durante o ano, mas muito particularmente por quem sofra de problemas digestivos e intestinais, problemas de pele, doenças crónicas, alergias, incapacidade de absorção de alimentos e vitaminas, ou careçam de tratamentos antibióticos. É também utilizado para controlar a flatulência porque altera a composição das bactérias e cria uma situação de menor fermentação e menor formação de gases.

Aloe Vera – são imensos os produtos que existem no mercado, mas os mais reconhecidos como medicinais, têm origem nas variedades Aloe Arborescens e Aloe Barbadensis. Particularmente os sumos, pomada e o gel, têm propriedades notáveis, desde as pequenas enfermidades às doenças oncológicas. Esta planta é muito rica em saponinas, produto que bloqueia as enzimas inflamatórias no organismo e remove os mucos. É também muito rica em antraquinona, que é um antibiótico natural com propriedades antifúngicas. Além disso, os Aloés contêm vitaminas e sais minerais e uma proteína com os 18 aminoácidos, hormonas essenciais na cura de feridas. Externamente o Aloe é utilizado no tratamento de acne, ulcerações e outros problemas de pele, como também queimaduras, incluindo as provocadas por raios X e radioterapia. Internamente, o Aloe devido à sua multiplicidade de componentes fitoquímicos, é utilizado nas doenças do sistema digestivo, pulmonares, obstipação intestinal e oncológicas.

Spirulina – é uma microalga que cresce naturalmente em lagos alcalinos do México e da África e contém entre 60-70% de proteína, quase totalmente digerível, contendo ainda vitaminas do complexo B e sais minerais como o cálcio, o fósforo, magnésio e zinco. Não tem vitamina B6, C, nem D, ou mesmo hidratos de carbono, gorduras ou fibras; Por isso, não é um alimento completo. Contudo, a spirulina é um Super alimento com mais proteína que as carnes vermelhas, que ajuda a evitar a desnutrição em dietas vegetarianas vegan e nos tratamentos da síndrome metabólica, cardiovasculares e anemia. Para além disso, tem grande quantidade de clorofila, antioxidante que ajuda a inibir a produção de moléculas envolvidas nos processos inflamatório e reforça o Sistema Imunitário. Co-enzima Q ( CoQ – 10 ) – É um nutriente com um importante papel na produção de energia nas células do organismo e no processo de oxigenação. É produzida pelo nosso organismo e pode ser obtida através da dieta. Contudo, várias investigações têm demonstrado fracas quantidades de Co-Q10 nos tecidos humanos, pela que a sua suplementação se torna importante nas doenças cardiovasculares, hipertensão e fadiga por ineficácia da tiroide.

Só se consideram Suplementos Dietéticos os que estejam autorizados pelas autoridades competentes e sejam sujeitos aos meios de controle de acordo com a legislação em vigor.

 

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A má digestão e flatulência são um desconforto no aparelho digestivo, que normalmente provocam gazes e azia. A causa pode estar associada a excesso de alimentos, má mastigação, podem desencadear refluxos gástricos ou azia, que provoca uma sensação de ardor. Esta constante irritação ao nível do esófago pode evoluir para uma inflamação mais conhecida por gastrite, que se não for tratada poderá ter consequências desagradáveis.

O que é a azia – é um sintoma de má digestão por erros alimentares e que provoca o retorno de substâncias digestivas do estômago (ácido clorídrico) ao esófago. Os principais fatores que desencadeiam este sintoma são:

  • Comer em excesso
  • Mastigar mal os alimentos
  • Ingerir alimentos ácidos, gordurosos ou picantes
  • Adormecer com estômago cheio

Vários estudos descrevem a cafeína, teobromina, teofilina e gordura presentes no chocolate, como potenciadores do aumento de ácido gástrico que se movimenta para o esófago provocando azia. Os alimentos ácidos, condimentados, gordurosos e o álcool são fatores de desconforto.

Sugestões alimentares – No final das refeições tomar chá de camomila, boldo, flor funcho, hortelã, porque têm uma ação antiácida e inibidora da produção do suco gástrico. A pimenta preta triturada no momento da ingestão estimula os líquidos digestivos. O abacaxi tem uma enzima que se denomina bromalina, a papaia papaina e são excelentes para anulação de crises de azia. Alimentos fritos devem ser preteridos e substituídos por cozidos ou grelhados.

Flatulência e gazes – Podem ser formados por ingestão de ar quando comemos ou bebemos e pela ação das bactérias que fermentam durante o processo digestivo. Esta situação provoca uma dilatação do abdómen e desencadeia um mal-estar com muitos gazes e às vezes cólicas. As causas mais comuns estão associadas a intolerâncias alimentares, ingestão de alimentos que fermentam mais, ingestão de bebidas com gás.
Os gazes também podem ser provocados pela Candida albicans, particularmente nas pessoas com prisão de ventre.

Alimentos que provocam gazes – Leite, derivado à lactose – batata doce, trigo, aveia, pão, por serem ricos em amido, os bróculos, repolho, couve flor, por conterem enxofre. O feijão e o grão contêm açúcares que não são bem digeridos. Contudo, esta situação poderá ser ultrapassada com tisanas de plantas medicinais de erva doce, endro, cravinho, canela, cominho, que ajudam a prevenir e aliviar a flatulência.

 

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A grande maioria da curcuma vem da Índia e é um dos ingredientes principais do caril, conferindo-lhe um aroma característico, sabor e cor. É da família do gengibre e, tal como este, tem propriedades medicinais importantíssimas. Utilizam-se os rizomas frescos ou em pó. A medicina ayurvédica utiliza esta planta intensivamente pelas suas qualidades em casos de artrite e outras inflamações e, visão. Nos últimos vinte anos, a curcuma tem sido utilizada com eficácia no tratamento do aparelho digestivo e fígado, comprovado cientificamente. Os curcuminóides de pigmentos da curcuma são antioxidantes eficientes. De acordo com vários estudos científicos, os curcuminóides de açafrão impedem a oxidação de gorduras no sangue mais eficazmente do que os antioxidantes de extractos de semente de uva.

Benefícios da Curcuma:
O componente activo da curcuma é conhecido como curcumina, um antioxidante mais activo que a vitamina E. Tem efectivamente uma multivariedade de efeitos terapêuticos e protege dos danos causados pelos radicais livres , pelo seu poderoso efeito antioxidante.

Artrite:
Reduz a inflamação com mais eficácia e, sem os efeitos colaterais que a hidrocortizona, reduzindo o nível de histamina e, aumentando os níveis no sangue de cortisona natural produzida pelas glândulas supra-renais

Protector do fígado:
Protege o fígado de pessoas sujeitas a tratamentos químicos ou efeitos tóxicos de determinadas drogas. É de muita utilidade para quem usa frequentemente paracetamol ou outros analgésicos e consumo de álcool. Tem um efeito potenciado se utilizado em simultâneo com cardo mariano.

Sistema cardiovascular:
A curcuma pode ajudar a equilibrar os níveis de colesterol no sangue e aumenta a fluidez do sangue por abrandar a agregação plaquetária. A esta acção dual atribui-se qualidades do sistema cardiovascular.

Antibateriana:
A curcuma tem propriedades antibaterianas que são utilizadas na culinária para evitar a putrefação da carne. É eficiente na prevenção da infecção, quando exista uma lesão por corte ou sangramento. Depois de correctamente limpa a área lesionada, aplica-se directamente pó sobre a ferida, ajudando mesmo a estancar o sangue.

Protecção contra o cancro:
A curcuma faz parte da lista dos 9 alimentos recomendados pelo Dr. Richard Bélvieu, director do laboratório de medicina molecular do hospital Sainte-Justine,na prevenção e tratamento de doenças oncológicas.

Existem várias formas de consumo, desde a culinária aos suplementos naturais. Para mais informaões poderá consultar-nos.

 

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Não sendo um problema novo, cada vez mais têm surgido casos de incontinência urinária, que tanto afeta homens como mulheres. A incontinência urinária resulta em perdas de urina incontroláveis e não intencionais, que podem ocorrer durante o dia e durante a noite. Não é uma doença, mas sim um sintoma relacionado com uma desordem física mais comum com a idade. Todavia, não são apenas as pessoas mais velhas a sofrerem deste constrangimento.

As principais causas da incontinência urinária variam de acordo com o tipo de incontinência: enfraquecimento dos músculos do assoalho pélvico (períneo). Estes músculos estão localizados na parte inferior da pelve, que são usados para manter a bexiga no lugar e para controlar a evacuação das fezes e urinas. A gravidez e os partos vaginais podem enfraquecer a musculatura e podem relaxar com o envelhecimento e a perda de aptidão física. A bexiga descaída apenas afeta as mulheres e ocorre quando os tecidos entre a bexiga e a vagina estão fragilizados e não suportam o peso da bexiga. Maioritariamente o fortalecimento muscular é suficiente para reposicionar a bexiga no seu lugar, evitando a cirurgia.

Outros transtornos como a hipertrofia da próstata, a neuropatia diabética, a doença de Parkinson, esclerose múltipla ou lesão da espinhal medula, podem provocar a incontinência. Determinados medicamentos antidepressivos, descongestionantes nasais, relaxantes musculares, obstipação intestinal, podem desencadear também incontinência urinária. Uma das causas pouco relatada, mas com impacto, está relacionada com a dificuldade em andar, que impossibilita muitas vezes de chegar atempadamente à casa de banho. A incontinência urinária no exercício é o tipo mais comum em mulheres, que consiste na libertação de uma pequena quantidade de urina devido ao aumento da pressão sobre o abdómen pressionando a bexiga, o que acontece também com o ato de tossir, espirrar, rir ou choro convulso.

Nos homens, este tipo de incontinência pode surgir com problemas de natureza prostática ou após a remoção parcial ou total da próstata (prostatectomia), quando no ato cirúrgico, o esfíncter, (localizado no fundo da bexiga), seja atingido acidentalmente. A bexiga hiperativa pode desenvolver micções mais frequentes e, com ocorrências do tipo apressado para chegar a casa e abrir a porta para ir rápido à casa de banho, ou ouvir a água a correr. As infeções urinárias provocam normalmente incontinência transitória, quando devidamente tratada é facilmente revertida.

Outras situações são potenciadas pela ingestão de álcool, café ou outros estimulantes. A incontinência urinária psicológica pode afetar homens, mulheres e crianças em todas as idades e exigem um tratamento adequado. A incontinência urinária total é caracterizada por um fluxo contínuo de urina, dia e noite. As pessoas afetadas não têm controle voluntário da sua bexiga. A incontinência urinária total está relacionada com lesões físicas com origem em acidentes ou doenças que atingem a espinhal medula ou pela destruição parcial ou total do esfíncter que controla a saída da urina. Entre as medidas básicas preventivas são de realçar a eliminação de peso em excesso, por exercer pressão sobre a bexiga e os músculos ao redor. A prática de atividades físicas que consagrem o fortalecimento dos músculos do assoalho pélvico. Nos homens quando surge a necessidade de urinar várias vezes durante a noite, ou tenham dificuldade em urinar, ou com jato urinário fraco, poderá ocorrer incontinência urinária urgente, com probabilidades de hiperplasia benigna da próstata ou até outras situações mais agressivas. Nestas situações deverão ser realizados exames da especialidade por profissionais de saúde qualificados.

Os tratamentos não invasivos mais utilizados são a fitoterapia, acupuntura, fisioterapia de reforço pélvico, hipnoterapia clínica, pilates.

 

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