O uso e abuso de substâncias químicas caracteriza-se por uma dependência tanto psicológica como física de drogas, incluindo-se medicamentos com receita médica e álcool.

O que é uma dependência química? Acontece quando um indivíduo necessita de uma droga para funcionar. As drogas e o álcool podem provocar danos graves ao organismo e, ambos têm um efeito tóxico sobre o fígado, órgão essencial para o bom funcionamento do organismo e, também para o cérebro, cujos danos poderão ser verdadeiramente preocupantes. O uso e abuso continuado de substâncias químicas pode desencadear uma toxicomania ou vício, podendo causar problemas mentais, desde ansiedade, pânico e depressão, decorrentes de um sistema nervoso central danificado e de outras doenças como insuficiência renal e impotência. O abuso de substâncias químicas e álcool está  ligado a casos de homicídios, suicídios, mortes no trânsito, agressões domésticas e atos de violência. Como reconhecer se existe ou não dependência? Normalmente a dependência desenvolve-se ao longo dos tempos, com inicio esporádico e de vez em quando, progredindo até à dependência. Algumas pessoas são mais propensas que outras a desenvolver a dependência, para o que contribuem fatores sociais, psicológicos, depressivos, deficiências nutricionais, etc.

Antes de qualquer tratamento é fundamental solicitar exames que ajudem a compreender as possíveis causas da tendência para o abuso de substâncias químicas, drogas, álcool: Análises de vitaminas e sais minerais: magnésio, vitaminas do complexo B, crómio. Análises da função digestiva: micróbios, parasitas, cândida Intolerâncias alimentares e ambientais, alergias Equilíbrio do açúcar sanguíneo e dos aminoácidos.

A Naturopatia trata estas situações em respeitando três grandes princípios:

Desintoxicação: Restauração dos sistemas danificados do organismo através de uma alimentação específica. Equilíbrio do organismo com suplementos naturais para reforço do sistema imunitário e do sistema central nervoso. A desintoxicação visa a limpeza diária do intestino e fígado, através da depuração sinérgica de spirulina e clorela, conjuntamente com dente de leão, cardo mariano, alcachofra e ganoderma.

Alimentação: Restaurar o organismo é fundamental, os alimentos naturais devem ser variados e constituídos por verduras, vegetais coloridos, cereais integrais, leguminosas, oleaginosas, sementes, fruta, proteínas magras, ou seja, um conjunto de nutrientes ricos em proteínas, minerais e vitaminas. A ingestão de alimentos deverá ser alternada e variada ao longo do dia, preferencialmente com intervalos de duas horas.

Esta estratégia ajudará a equilibrar os níveis de açúcar no sangue e a resistir às tentações. Beber um copo de água a cada duas horas proporciona ao organismo uma hidratação apropriada e contribui para a eliminação de toxinas acumuladas.

A alimentação rica em fibras é essencial para evitar a obstipação, ajudar o intestino a libertar toxinas e prepará-lo para uma boa absorção de todos os nutrientes. A suplementação consagra polivitamínicos de minerais e vitaminas de alta potência, fundamentais para a revitalização e energia do organismo, e para reforçar o sistema nervoso e emocional, elevando a autoconfiança e o humor.

O tratamento eficaz começa quando um dependente toma a decisão de abandonar o vício e, nestas circunstâncias muito contribuem as terapias de caracter psicológico e espirituais.

 

⌈ Juvenal Silva, Naturopata
Cédula Profissional 0300193 – ACSS ⌋

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A obstipação intestinal, também conhecida como prisão de ventre, é uma doença gastrointestinal cada vez mais presente e, com um grau de Incidência preocupante, já na idade infantil.

Num organismo saudável, o percurso da matéria residual pelo trato digestivo, corresponde a um ciclo previsível e regular que poderá oscilar entre 6 a 24 horas. Os sintomas mais comuns são a dificuldade em evacuar, diminuição da frequência da evacuação, abdómen inchado e sensível, flatulência, mal-estar, perda de apetite. Quando o trajeto da matéria residual é muito demorado, o resultado é a obstipação. Quando os intestinos estão obstipados, pode ser difícil evacuar e, muitas vezes com sintomas desconfortáveis como cólicas, mal-estar, e distensão abdominal.

Sendo uma situação cada vez mais recorrente, é para uma grande maioria das pessoas uma situação desconfortável e inofensiva, mas não considerada uma doença que poderá provocar problemas muito desagradáveis e outros problemas bem mais sérios. A obstipação poderá desencadear doenças de pele, artrite, mau hálito, dores de cabeça, síndrome do intestino irritado, cansaço, hemorroidas, hérnias, insónia, síndrome da má absorção, ganho de peso, varizes, doenças de humor, inclusive a depressão. A este propósito devemos lembrar que 90% da serotonina (neurotransmissor responsável pela sensação de bem estar) é produzida pelo intestino, se este estiver na sua plenitude.

Vários estudos têm demonstrado que o tipo de alimentação ocidental rica em gorduras e pobre em fibras e líquidos, é a causa da maioria das obstipações. Na ausência de fibras e líquidos, os movimentos de contração do intestino grosso não são estimulados regularmente e a matéria residual não é expelida. Estudos recentes mostram que quando a matéria residual permanece no cólon por um longo período, as bactérias e outras matérias prejudiciais, podem ser reabsorvidas pela corrente sanguínea, provocando intoxicação generalizada. O stress ou as emoções suprimidas costumam ser fatores que passam despercebidos no caso da obstipação. Contudo, há uma conexão direta entre o stress e a mobilidade intestinal. Uma das causas para a obstipação, é o aparelho digestivo quando funciona mal, especialmente no caso do fluxo biliar deficiente do fígado e da vesícula, provocado por excessos e erros alimentares. Outros fatores como sedentarismo e alguns medicamentos, também poderão contribuir para a obstipação. O uso de laxantes está muito generalizado porque as pessoas julgam que é a melhor forma de alívio e não associam os problemas que poderão advir. Infelizmente esta prática recorrente resulta muitas vezes em situações indesejáveis.

Ora a forma mais saudável que recomendamos é uma alimentação rica em fibras, cereais integrais, fruta, hortaliças, leguminosas, frutos secos, muitos líquidos. Normalmente as pessoas que sofrem de obstipação têm défice de magnésio, e as verduras para além das fibras contêm este mineral. Ameixas secas e figos secos de Torres Novas são elementares fontes de fibras alimentares. O seu uso regular a par das sementes de linhaça são altamente recomendadas, pela sua elevada concentração de fibras, assim como uma média de 2 litros de líquidos diários. Os alimentos a evitar são os fritos e alimentos ricos em gorduras saturadas, porque as gorduras retardam o tempo de transporte dos alimentos pelo intestino e estimulam a produção de mucos, assim como todos os laticínios, produtos processados, farinhas refinadas, açúcar e refrigerantes. Enquanto a obstipação persistir é de total conveniência suprimir a cafeína e o álcool. Em casos recorrentes de obstipação é fundamental uma desintoxicação, sempre orientada por um profissional de saúde qualificado.

 

⌈ Juvenal Silva, Naturopata
Cédula Profissional 0300193 – ACSS ⌋

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