Chega a primavera e os dias bonitos alegram as pessoas, mas a primavera não é sinónimo de felicidade para todos, porque também chegam os pólenes e as alergias, sinónimo de sofrimento para muitas pessoas.

Mas o que são e, como funcionam as alergias?

Linfócitos e células imunes do sangue, patrulham permanentemente o nosso corpo para detetar bactérias, vírus, pólen, substâncias químicas e microrganismos que poderiam prejudica-lo. Quando o sistema imunitário deteta algo que possa representar uma ameaça, memoriza a identidade do invasor, para quando atacar de novo poder eliminá-lo. Normalmente os alergénicos estão contidos no ar, como a poeira, ácaros, pólen, mofo, pêlos de animais.

Qual a diferença entre alergias e asma?

Os distúrbios poderão ter muito em comum, mas a asma é uma doença pulmonar crónica e, por conseguinte mais grave. A asma pode ser desencadeada por algum tipo de alergias, mas também por vários tipos de fatores e os sintomas são o peito oprimido, dificuldade em expirar, cansaço, tosse e chieira. Este tipo de enfermidade é limitante e apresenta certos riscos que pode restringir seriamente a capacidade respiratória. As alergias embora sejam dolorosas, não têm um risco tão elevado. É importante sublinhar que, além de substâncias no ar, existem determinados alimentos, produtos químicos e insetos que podem desencadear alergias no sistema digestivo, pele e olhos. Com a integração de produtos alimentares muito transformados e quantidades exageradas de químicos na sua composição e ambiente, têm aumentado significativamente nos últimos quarenta anos a quantidade deste tipo de pacientes e, a quantidade do número de crianças com estes sintomas disparou.

Como podemos identificar se temos alergia sazonal?

Os sintomas são espirros, corrimento nasal incolor, comichão ou secura nos olhos, dor de cabeça, congestão e inflamação dos seios nasais. Os sintomas são semelhantes ao resfriado, todavia e, neste caso, a secreção nasal é bastante esbranquiçada ou esverdeada.  Além disso, as alergias ocorrem mais vezes e, geralmente, acontecem na mesma época de cada ano.

As alergias porque são tão comuns na Primavera?

O pólen das plantas são grãos microscópicos que lhes permitem reproduzir-se e é isso que causa alergias. Não é tanto o pólen das flores do jardim, mas sim o pólen das árvores, gramíneas e ervas daninhas que estão mais diretamente envolvidas. O vento é o grande transportador e disseminador de alergénicos. Pesquisadores descobriram pólen de arbustos a cerca de 650 Km da costa e a mais de 3.000 metros acima do nível do mar. Perante isto, eliminar os culpados à volta de nossa casa, pouco significa. As ervas daninhas produzem proporcionalmente a maior quantidade de pólen alergénico e as árvores mais implicadas são a oliveira, carvalho, freixo, olmo, bétula, álamo e pinheiro.

As alergias são curáveis?

Normalmente não. Existem contudo antialérgicos, sendo os mais comuns os anti-histamínicos. Na medicina natural o óleo de perila é usado com grande eficácia a par de algumas plantas medicinais anticolinérgicas nasais, cuja função é limpar os seios nasais. A haloterapia tem-se revelado um tratamento de muita eficácia, porque para além de contribuir para uma higiene do sistema respiratório, contribui também para o reforço do sistema imunitário. Diferentes e variados estudos indicam que o risco de sofrer de alergias e asma é maior quando o sistema imunitário está debilitado. A melhor conduta para reforçar o sistema imunitário é o controle do stress, exercício físico e uma alimentação rica em frutas e vegetais.

 

⌈ Juvenal Silva, Naturopata
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Cada vez se verifica mais, que uma grande parte das pessoas se poderia tratar e curar, exercitando-se todos os dias ao ar puro. Podemos citar entre outros tipos de doenças a obesidade, diabetes, colesterol, depressão, sistema cardiovascular, respiratório,etc. Contudo, quando aconselhamos, ouvimos como resposta: Eu sei, mas não tenho tempo para caminhar, nem para fazer exercício, porque tenho uma vida muito preenchida. Ou são os filhos, ou reuniões, ou os horários incompatíveis, ou porque está frio, ou porque está a chover, enfim, tudo serve de pretexto.

Mas então o que pretendem uma grande parte de pessoas? Ou o que procuram?

Remédios que tratem da saúde e sejam eficazes, em detrimento do movimento físico. Mas na verdade, não há remédio algum que possa substituir a atividade física. Todo aquele que deixa “enferrujar” os seus órgãos e os seus músculos, corre sérios riscos de enfraquecer o seu organismo e cair doente. Nos dias de hoje, todas as medicinas reconhecem o valor terapêutico do movimento e, desde há largos anos, isto é salientado pelos especialistas de tratamentos e recuperação desportivos. Existem algumas doenças que resistem a medicações, sejam químicas ou naturais, mas que podem ser eficazmente combatidas e curadas por meio de atividades físicas. Temos como exemplo diversas formas de reumatismos articulares, bursites, asma, afeções pulmonares, obesidade, perturbações cardiovasculares e circulatórias, etc.

Porque deve a atividade física tornar-se um fator de saúde e de cura?

Não faltam factos que nos transportam a esta conclusão. Fruto da vida moderna, é sabido desde há muitos anos que as afeções cardiovasculares são muito mais frequentes nas pessoas que têm um modo de vida sedentário do que naquelas que se exercitam, tanto pelo caracter da profissão, como pela atividade desportiva. Mais do que nunca, é necessário conhecer os elos existentes entre o movimento e as funções cardiovasculares e, verificar que as novas tecnologias como mecanização, automatização, robótica e informática, dispensou o homem de um grande número de esforços físicos. O ser humano tornou-se num “enfermo do movimento”.

Não é por acaso, que nos dias de hoje, os médicos prestam cada vez mais importância ao exercício e movimento para a manutenção da saúde. A atrofia muscular por falta de exercício físico, pode potenciar uma série de doenças. É o que acontece frequentemente com trabalhadores intelectuais que se queixam de enxaquecas, de melancolia, cansaço, prisão de ventre e hemorroidas, insónias, distúrbios cardiovasculares, reumatismo e perturbações metabólicas. Todo aquele que exerça uma atividade profissional em que esteja sentado, faz tão poucos movimentos que até deixa de respirar profundamente. Se a isto adicionarmos os efeitos nocivos de uma alimentação desequilibrada da vida moderna e, do tabaco, fácilmente se desenvolvem fatores de estados doentios. Este tipo de pessoas necessita como tratamento de base o exercício sistemático. Obviamente que um passeio de vez em quando, ou alguns trabalhos caseiros, não são suficientes para manter a forma dos músculos do nosso corpo, os ossos, os tendões e as articulações. Para além da caminhada, são importantes os exercícios musculares, porque provocam uma estimulação sobre os nossos órgãos internos. Segundo a Lei de Weber, o movimento dilata primeiramente os vasos dos músculos em atividade. Depois, a estimulação geral da circulação e, a aceleração dos batimentos cardíacos provocam uma melhor irrigação dos músculos inativos dos órgãos internos e do cérebro. O movimento determina não só o transporte de sangue puro para os tecidos e órgãos, mas também torna possível a evacuação dos resíduos pelo sangue venoso. O coração bombeia o sangue que irá percorrer até aos capilares de todo o nosso organismo.

 

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Vitaminas, Fibras e Minerais – os nutrientes que o corpo precisa

A sopa composta por uma boa variedade de vegetais, é um verdadeiro elixir de bem estar, graças à mistura única de sais minerais, fibras, vitaminas, proteínas e carboidratos. A sopa de verduras e vegetais é um prato nutritivo, equilibrado e completo, excelente para todas as idades: cada porção é equivalente a um total de fibras, proteínas vegetais e carboidratos, enquanto as gorduras são reduzidas ao mínimo. Ou seja, todas as caraterísticas que fazem da sopa um dos melhores alimentos para todos aqueles que querem manter o peso sobe controle e querem fazer uma alimentação saudável e, rica em sabor.

Quando se pretenda transformar numa refeição única e exclusiva, pode-se adicionar algum tipo de cereais ou macarrão, ou algum tipo de leguminosas (feijão, grão, lentilhas), sendo vantajoso variar e alternar os ingredientes. As calorias da sopa são reduzidas, mas as fibras são de alto teor, conjuntamente com as vitaminas e os sais minerais. A versatilidade deste prato torna-o altamente recomendado para todos os que queiram seguir uma alimentação nutritiva, baixa em calorias e, muito equilibrada. Os sais minerais como sódio, cálcio, zinco, selênio, cobre e manganês, estão presentes no conjunto da mistura das verduras e vegetais variados, garantindo um excelente fornecimento desses nutrientes tão preciosos. O cobre e o magnésio são abundantes nos feijões, cuja importância é de grande interesse para a formação do esqueleto e dos dentes, bem como para a formação dos tecidos conjuntivos. O cobre também é muito abundante nas lentilhas, essencial para a saúde da pele e do cérebro. As batatas e as cebolas contêm generosas quantidades de potássio, o que ajuda o nosso organismo a reduzir a retenção de água e pode ter efeitos benéficos sobre a saúde do coração. O Cálcio é essencial para a formação e rigidez dos ossos e dentes e ajuda a regular a coagulação sanguínea e muscular. Está presente nas verduras como brócolos, couve galega, repolho e outros como alho francês, aipo, etc. O magnésio está presente nos cereais, leguminosas, e verduras folha verde escura, essencial
para os músculos e tecido nervoso. O ferro é essencial para a saúde física e mental e determinante para manter os níveis de energia elevada. A ausência de ferro no organismo poderá causar dores de cabeça, anemia, fadiga permanente, nevralgias, lesões dos nervos periféricos. O ferro pode encontrar-se nos espinafres, favas, verduras, beterraba vermelha, feijão e lentilhas, enquanto os tomates, repolho e couve flor, promovem a sua boa absorção no organismo. O manganês é um mineral contido no manjericão, essencial para ativar as enzimas essenciais para a digestão e assimilação dos nutrientes. As vitaminas que se podem obter numa sopa são as do complexo B, fundamentais para o bom funcionamento do fígado, do sistema nervoso, para o metabolismo dos lípidos e proteínas. A vitamina A também está presente para ajudar a regular o desenvolvimento celular e a regeneração dos tecidos. É importante para melhorar a visão noturna e estimular as defesas do sistema imunitário. Ainda temos também a vitamina C, que está presente quase em todos os legumes e verduras e que ajuda a reduzir a ação dos radicais livres na células e repara os tecidos e, é útil para fortalecer o sistema imunitário.

Onde encontramos esta riqueza de benefícios? Nas batatas, verduras de folha verde, tomates, cenouras, espargos, cebolas, alho, etc. Os carboidratos minerais são complexos, em comparação com os carboidratos simples e, ajudam a controlar os níveis de glicose, colesterol e triglicéridos no sangue e promovem a sensação de saciedade. A quantidade de carboidratos varia de vegetais para vegetais. Por exemplo batatas 17grs de carboidratos por cada 100grs, alho francês 14grs, cenouras 9,5grs, cebolas 9,3grs, repolho e feijão verde 6grs. Para assegurarmos uma nutrição completa, deveremos contemplar sais minerais, vitaminas, fibras, proteínas vegetais e carboidratos.

 

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Sais minerais – o que são e quais as suas funções?

Embora os sais minerais constituam uma parte relativamente pequena do corpo humano, cerca de 6,2% do peso corporal, têm funções fundamentais na constituição de alguns tecidos, ou fatores essenciais para algumas das funções biológicas e também para o crescimento.

Os minerais são substâncias requeridas pelo corpo em pequenas quantidades para desempenhar muitas funções vitais.

Estes incluem por exemplo a formação de ossos e dentes, bem como participam da composição dos fluidos e tecidos corporais e também na função dos sistemas enzimáticos e da função nervosa. Alguns minerais são necessários em quantidades maiores que outras, como por exemplo o cálcio, fósforo, magnésio, sódio, potássio, e cloreto. Outros em pequenas quantidades, como, ferro, zinco, iodo, flúor, selênio e cobre. Os minerais são absorvidos de forma mais eficaz pelo corpo, se fornecidos através dos alimentos, do que através de suplementos.

Ferro: propriedades e alimentos que o contêm

O ferro desempenha um papel crucial na manutenção da saúde, uma vez que a sua falta para o organismo está ligada ao mau funcionamento de vários mecanismos biológicos, como a distúrbios no crescimento da criança e durante o seu desenvolvimento. O corpo usa ferro para produzir hemoglobina, uma proteína encontrada nos glóbulos vermelhos que transporta oxigénio dos pulmões para todo o corpo e, uma proteína chamada de mioglobina, que fornece oxigénio aos músculos. Considerando as perdas fisiológicas através da pele, intestinos, trato urinário, vias aéreas e menstruação nas mulheres, a nutrição tem um desempenho crucial na manutenção e equilíbrio do ferro, que pode ser encontrado numa grande variedade de alimentos, cuja absorção é facilitada pela presença de ácido ascórbico (Vitamina C).

Zinco: propriedades e alimentos ricos

A deficiência de zinco parece ser um grande problema em todo o mundo, afetando cerca de 40% da população. Crianças, adolescentes e jovens, correm sérios riscos de deficiência de zinco. O zinco encontra-se em todas as células do corpo e ajuda o sistema imunitário a combater vírus e bactérias. Durante a gravidez e a infância, o corpo precisa de zinco para crescer e desenvolver-se adequadamente. O zinco também ajuda na cicatrização de feridas e é importante para o bom funcionamento dos sentidos, sabor e cheiro e, saúde da próstata. Uma nutrição equilibrada em zinco, é importante para a função cerebral ideal e, pode prevenir o declínio cognitivo, como avanço da idade.

Cálcio: os alimentos que o contêm, suas propriedades e benefícios

O cálcio é o mineral mais abundante do corpo e é essencial para uma série de funções vitais, como o desenvolvimento e manutenção da saúde dos ossos e dentes, juntamente com a vitamina D e, muitos outros nutrientes como a vitamina K. O cálcio também desempenha um papel essencial na sinalização intracelular para permitir a regulação dos processos metabólicos, a transmissão e informação do sistema nervoso, controle da contração muscular (incluindo a do coração e, coagulação sanguínea).

Iodo: os alimentos que o contêm, suas funções para a tiroide e para o metabolismo

O iodo é um mineral encontrado em alguns alimentos, mas é sempre útil utilizar sal iodado, ou algas marinhas, ou peixe do mar para evitar a sua escassez. O organismo precisa de iodo para formar hormonas tireoidianas, que controlam o metabolismo e muitas outras funções importantes, como a manutenção óssea e o desenvolvimento cerebral durante a gravidez e a infância. O iodo é importante para todos, mas é absolutamente indispensável para recém-nascidos e mulheres grávidas.

 

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Existem disponíveis no mercado muitos suplementos dietéticos e, nem sempre são conhecidas as suas verdadeiras funções, causando alguma dificuldade ou confusão. Assim sendo, torna-se importante conhecer e compreender a importância de cada um deles, pelo que enumero alguns dos mais representativos.

Lactobacillus acidophilus – é uma cultura bacteriana que se encontra nos produtos à base de leite fermentado como o iogurte, o soro e o Kefir. Comercializa-se em cápsulas ou em pó. A sua função é restabelecer as bactérias intestinais saudáveis e destruir os organismos patogénicos presentes nos intestinos. Este suplemento deverá ser tomado por todas as pessoas algumas vezes durante o ano, mas muito particularmente por quem sofra de problemas digestivos e intestinais, problemas de pele, doenças crónicas, alergias, incapacidade de absorção de alimentos e vitaminas, ou careçam de tratamentos antibióticos. É também utilizado para controlar a flatulência porque altera a composição das bactérias e cria uma situação de menor fermentação e menor formação de gases.

Aloe Vera – são imensos os produtos que existem no mercado, mas os mais reconhecidos como medicinais, têm origem nas variedades Aloe Arborescens e Aloe Barbadensis. Particularmente os sumos, pomada e o gel, têm propriedades notáveis, desde as pequenas enfermidades às doenças oncológicas. Esta planta é muito rica em saponinas, produto que bloqueia as enzimas inflamatórias no organismo e remove os mucos. É também muito rica em antraquinona, que é um antibiótico natural com propriedades antifúngicas. Além disso, os Aloés contêm vitaminas e sais minerais e uma proteína com os 18 aminoácidos, hormonas essenciais na cura de feridas. Externamente o Aloe é utilizado no tratamento de acne, ulcerações e outros problemas de pele, como também queimaduras, incluindo as provocadas por raios X e radioterapia. Internamente, o Aloe devido à sua multiplicidade de componentes fitoquímicos, é utilizado nas doenças do sistema digestivo, pulmonares, obstipação intestinal e oncológicas.

Spirulina – é uma microalga que cresce naturalmente em lagos alcalinos do México e da África e contém entre 60-70% de proteína, quase totalmente digerível, contendo ainda vitaminas do complexo B e sais minerais como o cálcio, o fósforo, magnésio e zinco. Não tem vitamina B6, C, nem D, ou mesmo hidratos de carbono, gorduras ou fibras; Por isso, não é um alimento completo. Contudo, a spirulina é um Super alimento com mais proteína que as carnes vermelhas, que ajuda a evitar a desnutrição em dietas vegetarianas vegan e nos tratamentos da síndrome metabólica, cardiovasculares e anemia. Para além disso, tem grande quantidade de clorofila, antioxidante que ajuda a inibir a produção de moléculas envolvidas nos processos inflamatório e reforça o Sistema Imunitário. Co-enzima Q ( CoQ – 10 ) – É um nutriente com um importante papel na produção de energia nas células do organismo e no processo de oxigenação. É produzida pelo nosso organismo e pode ser obtida através da dieta. Contudo, várias investigações têm demonstrado fracas quantidades de Co-Q10 nos tecidos humanos, pela que a sua suplementação se torna importante nas doenças cardiovasculares, hipertensão e fadiga por ineficácia da tiroide.

Só se consideram Suplementos Dietéticos os que estejam autorizados pelas autoridades competentes e sejam sujeitos aos meios de controle de acordo com a legislação em vigor.

 

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A má digestão e flatulência são um desconforto no aparelho digestivo, que normalmente provocam gazes e azia. A causa pode estar associada a excesso de alimentos, má mastigação, podem desencadear refluxos gástricos ou azia, que provoca uma sensação de ardor. Esta constante irritação ao nível do esófago pode evoluir para uma inflamação mais conhecida por gastrite, que se não for tratada poderá ter consequências desagradáveis.

O que é a azia – é um sintoma de má digestão por erros alimentares e que provoca o retorno de substâncias digestivas do estômago (ácido clorídrico) ao esófago. Os principais fatores que desencadeiam este sintoma são:

  • Comer em excesso
  • Mastigar mal os alimentos
  • Ingerir alimentos ácidos, gordurosos ou picantes
  • Adormecer com estômago cheio

Vários estudos descrevem a cafeína, teobromina, teofilina e gordura presentes no chocolate, como potenciadores do aumento de ácido gástrico que se movimenta para o esófago provocando azia. Os alimentos ácidos, condimentados, gordurosos e o álcool são fatores de desconforto.

Sugestões alimentares – No final das refeições tomar chá de camomila, boldo, flor funcho, hortelã, porque têm uma ação antiácida e inibidora da produção do suco gástrico. A pimenta preta triturada no momento da ingestão estimula os líquidos digestivos. O abacaxi tem uma enzima que se denomina bromalina, a papaia papaina e são excelentes para anulação de crises de azia. Alimentos fritos devem ser preteridos e substituídos por cozidos ou grelhados.

Flatulência e gazes – Podem ser formados por ingestão de ar quando comemos ou bebemos e pela ação das bactérias que fermentam durante o processo digestivo. Esta situação provoca uma dilatação do abdómen e desencadeia um mal-estar com muitos gazes e às vezes cólicas. As causas mais comuns estão associadas a intolerâncias alimentares, ingestão de alimentos que fermentam mais, ingestão de bebidas com gás.
Os gazes também podem ser provocados pela Candida albicans, particularmente nas pessoas com prisão de ventre.

Alimentos que provocam gazes – Leite, derivado à lactose – batata doce, trigo, aveia, pão, por serem ricos em amido, os bróculos, repolho, couve flor, por conterem enxofre. O feijão e o grão contêm açúcares que não são bem digeridos. Contudo, esta situação poderá ser ultrapassada com tisanas de plantas medicinais de erva doce, endro, cravinho, canela, cominho, que ajudam a prevenir e aliviar a flatulência.

 

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A grande maioria da curcuma vem da Índia e é um dos ingredientes principais do caril, conferindo-lhe um aroma característico, sabor e cor. É da família do gengibre e, tal como este, tem propriedades medicinais importantíssimas. Utilizam-se os rizomas frescos ou em pó. A medicina ayurvédica utiliza esta planta intensivamente pelas suas qualidades em casos de artrite e outras inflamações e, visão. Nos últimos vinte anos, a curcuma tem sido utilizada com eficácia no tratamento do aparelho digestivo e fígado, comprovado cientificamente. Os curcuminóides de pigmentos da curcuma são antioxidantes eficientes. De acordo com vários estudos científicos, os curcuminóides de açafrão impedem a oxidação de gorduras no sangue mais eficazmente do que os antioxidantes de extractos de semente de uva.

Benefícios da Curcuma:
O componente activo da curcuma é conhecido como curcumina, um antioxidante mais activo que a vitamina E. Tem efectivamente uma multivariedade de efeitos terapêuticos e protege dos danos causados pelos radicais livres , pelo seu poderoso efeito antioxidante.

Artrite:
Reduz a inflamação com mais eficácia e, sem os efeitos colaterais que a hidrocortizona, reduzindo o nível de histamina e, aumentando os níveis no sangue de cortisona natural produzida pelas glândulas supra-renais

Protector do fígado:
Protege o fígado de pessoas sujeitas a tratamentos químicos ou efeitos tóxicos de determinadas drogas. É de muita utilidade para quem usa frequentemente paracetamol ou outros analgésicos e consumo de álcool. Tem um efeito potenciado se utilizado em simultâneo com cardo mariano.

Sistema cardiovascular:
A curcuma pode ajudar a equilibrar os níveis de colesterol no sangue e aumenta a fluidez do sangue por abrandar a agregação plaquetária. A esta acção dual atribui-se qualidades do sistema cardiovascular.

Antibateriana:
A curcuma tem propriedades antibaterianas que são utilizadas na culinária para evitar a putrefação da carne. É eficiente na prevenção da infecção, quando exista uma lesão por corte ou sangramento. Depois de correctamente limpa a área lesionada, aplica-se directamente pó sobre a ferida, ajudando mesmo a estancar o sangue.

Protecção contra o cancro:
A curcuma faz parte da lista dos 9 alimentos recomendados pelo Dr. Richard Bélvieu, director do laboratório de medicina molecular do hospital Sainte-Justine,na prevenção e tratamento de doenças oncológicas.

Existem várias formas de consumo, desde a culinária aos suplementos naturais. Para mais informaões poderá consultar-nos.

 

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Não sendo um problema novo, cada vez mais têm surgido casos de incontinência urinária, que tanto afeta homens como mulheres. A incontinência urinária resulta em perdas de urina incontroláveis e não intencionais, que podem ocorrer durante o dia e durante a noite. Não é uma doença, mas sim um sintoma relacionado com uma desordem física mais comum com a idade. Todavia, não são apenas as pessoas mais velhas a sofrerem deste constrangimento.

As principais causas da incontinência urinária variam de acordo com o tipo de incontinência: enfraquecimento dos músculos do assoalho pélvico (períneo). Estes músculos estão localizados na parte inferior da pelve, que são usados para manter a bexiga no lugar e para controlar a evacuação das fezes e urinas. A gravidez e os partos vaginais podem enfraquecer a musculatura e podem relaxar com o envelhecimento e a perda de aptidão física. A bexiga descaída apenas afeta as mulheres e ocorre quando os tecidos entre a bexiga e a vagina estão fragilizados e não suportam o peso da bexiga. Maioritariamente o fortalecimento muscular é suficiente para reposicionar a bexiga no seu lugar, evitando a cirurgia.

Outros transtornos como a hipertrofia da próstata, a neuropatia diabética, a doença de Parkinson, esclerose múltipla ou lesão da espinhal medula, podem provocar a incontinência. Determinados medicamentos antidepressivos, descongestionantes nasais, relaxantes musculares, obstipação intestinal, podem desencadear também incontinência urinária. Uma das causas pouco relatada, mas com impacto, está relacionada com a dificuldade em andar, que impossibilita muitas vezes de chegar atempadamente à casa de banho. A incontinência urinária no exercício é o tipo mais comum em mulheres, que consiste na libertação de uma pequena quantidade de urina devido ao aumento da pressão sobre o abdómen pressionando a bexiga, o que acontece também com o ato de tossir, espirrar, rir ou choro convulso.

Nos homens, este tipo de incontinência pode surgir com problemas de natureza prostática ou após a remoção parcial ou total da próstata (prostatectomia), quando no ato cirúrgico, o esfíncter, (localizado no fundo da bexiga), seja atingido acidentalmente. A bexiga hiperativa pode desenvolver micções mais frequentes e, com ocorrências do tipo apressado para chegar a casa e abrir a porta para ir rápido à casa de banho, ou ouvir a água a correr. As infeções urinárias provocam normalmente incontinência transitória, quando devidamente tratada é facilmente revertida.

Outras situações são potenciadas pela ingestão de álcool, café ou outros estimulantes. A incontinência urinária psicológica pode afetar homens, mulheres e crianças em todas as idades e exigem um tratamento adequado. A incontinência urinária total é caracterizada por um fluxo contínuo de urina, dia e noite. As pessoas afetadas não têm controle voluntário da sua bexiga. A incontinência urinária total está relacionada com lesões físicas com origem em acidentes ou doenças que atingem a espinhal medula ou pela destruição parcial ou total do esfíncter que controla a saída da urina. Entre as medidas básicas preventivas são de realçar a eliminação de peso em excesso, por exercer pressão sobre a bexiga e os músculos ao redor. A prática de atividades físicas que consagrem o fortalecimento dos músculos do assoalho pélvico. Nos homens quando surge a necessidade de urinar várias vezes durante a noite, ou tenham dificuldade em urinar, ou com jato urinário fraco, poderá ocorrer incontinência urinária urgente, com probabilidades de hiperplasia benigna da próstata ou até outras situações mais agressivas. Nestas situações deverão ser realizados exames da especialidade por profissionais de saúde qualificados.

Os tratamentos não invasivos mais utilizados são a fitoterapia, acupuntura, fisioterapia de reforço pélvico, hipnoterapia clínica, pilates.

 

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Quando o Ser Humano surgiu no planeta os animais já o habitavam e as plantas já existiam há mais de 400 milhões de anos. As plantas conforme hoje as conhecemos, evoluíram a partir de espécies de algas primitivas. O homem moderno “Homo Sapiens”, ganhou forma e vida há cerca de 50.000 anos e, desde então, começou a fazer uso das plantas no tratamento das doenças, pelo que se poderá deduzir que a primeira Medicina terá sido a Fitoterapia.

Nos primórdios os povos tiveram que encontrar soluções para tratar as doenças e mazelas e a figura mais poderosa do clã ou da tribo assumia a função de líder que orientava e zelava pela saúde do seu povo, sendo conhecido por Mágico e Feiticeiro. Utilizava as práticas mágicas, “Medicina Mágica para alterar a realidade e manipular as forças da natureza com rituais, danças, rezas, benzeduras, defumadouros, amuletos e plantas alucinógenas para alterar os estados de consciência. A água tinha sempre um lugar de destaque nos rituais, por constituir o Símbolo da Purificação. A água terá sido o primeiro tratamento da humanidade.

A VIDA NASCEU DA ÁGUA – “O CALDO PRIMORDIAL”.

Quando os animais se feriam ou estavam doentes, procuravam a água e as lamas (Argila), como também procuravam e selecionavam plantas para se tratarem e curar. O homem atento e vigilante, vai acumulando conhecimentos, graças ao aprendizado com os animais e, adquire meios de defesa e prevenção, como também de cura. Terá sido quiçá, o inicio da Medicina Natural experimentada.

Quando o homem é confrontado com mais dor e cada vez mais doenças, atribuiu tudo isso aos espíritos maléficos e aos feiticeiros, julgando que a doença é um castigo de algum Deus e, que os espíritos são a causa da doença. Assim surge a “Medicina Religiosa”. O Xamã era o sacerdote tradicional e com poderes para contatar com o mundo dos espíritos, com capacidade de fazer profecias e curas, provocando um estado de respeito e submissão das pessoas. É um poder exercido por pessoas carismáticas e, encaradas como intermediários entre o doente e os Deuses, com poderes sobrenaturais. Os primeiros médicos da história são os sacerdotes, que cumpriam rituais apropriados, faziam orações e ofertas a Deus, invocavam os espíritos e as forças dos Deuses, necessárias à melhoria e salvação dos doentes. Hipócrates rompe com o paradigma do Sobrenatural e afirma: “nenhuma doença tem causa sobrenatural” e define um código de relação direta entre o profissional de saúde e o ser humano, sem necessidade de intermediários de forças ocultas. Refere-se ao comportamento e respeito entre seres humanos, instituindo o Código Deontológico, que culminaria no Juramento de Hipócritas: “Consagrar a minha vida ao serviço da humanidade e exercer a minha profissão segundo o preceito Primum non Nocere” (Primeiro que tudo, não prejudicar). Hipócrates estabelece um novo paradigma relativamente à compreensão do ser humano, à doença e à saúde, estabelecendo um cariz Científico para a Medicina, quando afirma: “Se as doenças têm causas naturais, então essas doenças têm que ser tratadas com métodos e agentes naturais e, não com artifícios sobrenaturais.” Com este pensamento e intervenção, a medicina mágico-religiosa dá lugar à Medicina Científica, baseada na sapiência, pelo estudo e pela prática. Vivia-se na Grécia a Era do Saber e desenvolveu-se a Medicina Grega com duas escolas e duas filosofias distintas: Escola de Cós: A escola de Hipócrates baseada na Medicina Holística e Natural, que se viria a designar por Naturopatia – Higiene e Medicina Natural. Escola de Cnidos: Em oposição à escola de Hipócrates ensina medicina baseada nas doenças, que viria a ser designada de Medicina Alopática (Medicina Química).

 

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A utilização do alho remonta à própria existência da humanidade. Três mil anos a.C. já era utilizado pelos Sumérios para prevenir epidemias e tratar parasitoses e, em documentos históricos como o papiro de Ébers (1700a.C.) o alho é citado 22 vezes por todos os sábios da antiguidade. Os médicos antigos utilizavam o alho para tratar um grande número de doenças, sendo utilizado tanto interna como externamente para todos os males, desde dores de cabeça a encefalites, simples erupções de pele, indigestões e problemas de fígado. Nos tempos em que não havia medicamentos como uma simples aspirina, os efeitos do alho eram verdadeiramente assombrosos. Com o decorrer dos séculos, o conhecimento aumentou e, através de inúmeros estudos, a comunidade científica tem provado e validado muitas das teorias ancestrais, assim como refutado algumas crenças populares de carater supersticioso.

Hipócrates, reputado médico Grego nascido 460 anos a.C, e considerado o Pai da Medicina Moderna, consagrou o alho pelo conhecimento da medicina do Antigo Egipto, cujas práticas são historicamente documentadas. Utilizou e desenvolveu processos em várias práticas como: febres, abcessos, feridas infetadas e inflamações, erupções cutâneas e manchas da pele, lepra, reumatismo, artrite e gota, ciática e outras dores de costas, dores de cabeça e ouvidos, dilatação do baço, problemas de fígado e vesícula, tosse e rinite, bronquite e dificuldades respiratórias e, recomendava também a ingestão generosa como alimento remédio para facilitar as digestões, dores e inchaço abdominal, prisão de ventre, diarreia e disenteria, hemorroidas, lombrigas e parasitas intestinais. Observava que o alho deveria ser evitado em recém nascidos porque provocava cólicas.

Este maravilhoso alimento contém mais de 200 elementos terapêuticos, entre os quais vitaminas, aminoácidos, enzimas e minerais. Entre os seus nutrientes incluem-se cálcio, magnésio, potássio, zinco, ferro, selénio, germânio, enxofre, ácido salicílico, níquel, niacina, tiamina, e vitaminas A, B, C e E.

Usos terapêuticos mais estudados na clínica diária: Combate tanto bactérias gram positivas como gram negativas, actua como alimento medicamento energizante, reduz colesterol e diabetes, hipotensor, anti-arritmico, anti-agregante plaquetário, anti-septico, anti-infecioso (anti-bacteriano, anti-viral, anti-fungico), anti-tumoral, desintoxicante, anti-oxidante, estimulante do sistema imunitário.

A melhor forma de utilização deverá ser diária, em cru ou cápsulas de óleo.

Nas últimas décadas o alho é provavelmente a planta mais estudado no âmbito da investigação científica, tanto in vitro como in vivo e em seres humanos, com resultados consistentes, poderosos e eficazes, particularmente bacterianos e virais.

Os médicos Chineses têm estudado e aplicado o alho como medicamento de excelência contra a meningite bacteriana, e a encefalite viral, enquanto que os médicos Africanos têm usado como recurso de medicamento primário contra a disenteria amíbica, a toxoplasmose, a cryptosporidium e a pneumocystis, com grande êxito.

Investigadores Americanos demonstraram que o alho ativa o sistema imunitário e ajuda a proteger o corpo de infeções, doenças cardiovasculares, cancro, cansaço e envelhecimento.

É ainda referido que, se fosse possível usar uma só planta medicinal para combater um surto epidémico de bactérias resistentes aos antibióticos, o alho seria certamente o escolhido.

(Conclusão de estudos prosseguidos em 1984 por Singh e Shukla).

 

⌈ Juvenal Silva, Naturopata
Cédula Profissional 0300193 – ACSS ⌋

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