As infeções urinárias são muito incómodas e, mais recorrentes nas mulheres, que as obrigam a consultas médicas algumas vezes ao ano. Normalmente o tratamento consiste na toma de antibióticos, que matam a infeção presente, mas deixam a bexiga vulnerável a uma próxima invasão bacteriana. Cada vez mais as bactérias se têm revelado mais resistentes aos antibióticos.

Quando a bexiga está infecionada, geralmente por bactérias, as suas paredes internas inflamam. Essa inflamação, também conhecida por cistite nos meios médicos, provoca uma necessidade de urinar frequente e urgente, embora a urina possa ser escassa e a bexiga não pareça ficar totalmente vazia. Frequentemente surge uma dor durante a micção e uma sensação de ardor. As mulheres sofrem de infeções da bexiga com muito mais frequência do que os homens, sobretudo pela diferença da anatomia feminina, em que o tubo que conduz a urina para fora da bexiga e do corpo (uretra), é muito curto e, a sua abertura está muito perto tanto do ânus como da vagina, tornando-se fácil para as bactérias passarem pela abertura da uretra e percorrerem o tubo e infecionarem a bexiga.

Na maioria das vezes as bactérias são as responsáveis pelas infeções, embora existam outros fatores como a gravidez, relações sexuais
e lesões. O stress, desequilíbrios hormonais e má alimentação, diminuem o sistema imunitário, contribuindo para maior suscetibilidade às infeções. O uso repetido de antibióticos destroem as bactérias boas, imprescindíveis para combater as infeções. A menopausa é uma fase em que a mulher poderá começar a experimentar infeções urinárias.

As infeções urinárias em fase inicial, respondem bem aos cuidados caseiros com chá de pezinhos de cereja, cavalinha ou barbas de milho, que tratam os sintomas e, simultaneamente fortalecem o sistema imunitário. Contudo, é necessário consultar um profissional de saúde habilitado, porque existe a possibilidade da infeção se propagar aos rins. Se as infeções forem recorrentes, será importante pesquisar alguma anormalidade estrutural que possa existir na uretra ou na bexiga que não permita o fluxo normal da urina.

Sobre os antibióticos é importante esclarecer que, embora não respondam cabalmente à infeção urinária, em muitos casos, são indispensáveis para evitar uma infeção renal.
A infeção urinária no homem poderá ser um problema mais sério, pelo que carece de uma avaliação ao nível prostático.


Precauções preventivas – Evitar roupa apertada, utilizar roupa íntima confortável de tecido natural, não utilizar sabão, sabonete ou gel de banho na higiene íntima, mas sim produtos apropriados isentos de químicos ou perfumados, como gel íntimo natural.

Alimentos recomendáveis – Considerar refeições saudáveis à base de legumes e vegetais de época, como hortaliças, feijão, grão, cereais integrais, fruta de época e um copo de água mineral a cada uma hora. A vitamina E é um bom nutriente para o sistema endócrino e que está presente no Salmão selvagem, ovo cozido, bacalhau, abóbora, brócolos, espinafres, amêndoas com pele, sementes girassol, nozes, abacate, manga, kiwi, etc. Os óleos graxos essenciais promovem a saúde das glândulas, pelo que é importante incluir diariamente peixe do nosso mar, preferencialmente de superfície, como cavala, carapau, sardinha, robalo,
dourada e outros, assim como óleo de linhaça. O homem deverá comer regularmente sementes de abóbora por serem uma excelente fonte de zinco, importante para os fluidos reprodutores masculinos.

Alimentos a evitar – Eliminar açúcar e produtos refinados, fritos, alimentos processados, carnes ricas em gordura, refrigerantes, álcool.

Outras recomendações – Evitar tabaco, café, bebidas estimulantes e ter como hábito diário o exercício, para melhorar a circulação e a saúde geral.

⌈ Juvenal Silva, Naturopata
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Como ocorre em muitas outras doenças crónicas e mortais e, apesar de décadas de investigações e milhões de dólares investidos, a ciência ainda não consegue definir a causa do crescimento descontrolado das células tumorais. É provável que a causa não seja apenas uma.

Sabemos por exemplo, que genes defeituosos têm a sua função em alguns tipos de doença oncológica, mas as pessoas com defeitos genéticos, na sua maioria, não estão condenadas a desenvolver este tipo de doença. Simplesmente são mais propensas ao desenvolvimento destas patologias, embora o histórico familiar oncológico implique maiores riscos. Contudo, os investigadores são unânimes ao concordar que a única causa, a genética, é relativamente insignificante, sendo responsável por apenas 5 a 15% dos casos.

São poucos os factores de risco cientificamente comprovados, pelo que a prevenção, representa a grande promoção da saúde.

E aqui reside a grande verdade:
A MAIOR PARTE DOS CASOS ONCOLÓGICOS É CAUSADA POR FACTORES QUE, NA SUA MAIORIA, PODEM SER CONTROLADOS ATRAVÉS DA NUTRIÇÃO EQUILIBRADA, ESTILO DE VIDA E, FACTORES AMBIENTAIS SAUDÁVEIS.

Como não podemos controlar os genes que herdamos, podemos estabelecer estratégias baseadas no bom senso, de forma a fortalecer o sistema imunitário, aumentando a ingestão de alimentos antioxidantes e, simultaneamente, evitar ou minimizar a exposição às toxinas, tais como pesticidas e herbicidas, metais tóxicos, radiação, tabaco, álcool, etc.
Os alimentos que não tenham origem na mãe natureza, ou seja, alimentos processados, sem valor nutricional, são de evitar, por conterem substâncias químicas, aditivos e corantes.

O açúcar deve ser banido, embora não hajam provas científicas que provem que provocam diretamente o cancro. Contudo, sabe-se que o açúcar alimenta as células cancerígenas, porque estas utilizam a glicose como fonte de energia. Os carboidratos, como o pão, arroz, massa, batata, devem ser controlados porque são transformados em glicose após a digestão e, também serve de alimento para todas as células, incluindo as cancerígenas. Os açúcares
naturais como o mel, ou os proveniente de frutas, também devem ser restringidos nestas circunstâncias, porque deprimem o sistema imunitário.

É imprescindível limpar e drenar o organismo, bebendo muita água e ingerir muitas fibras. Os jejuns periódicos são de uma importância vital, porque ajudam a desintoxicar o organismo.
O fígado é um dos órgãos mais importantes para a defesa das doenças cancerosas; em condições normais, o fígado filtra as toxinas e ajuda eliminá-las do corpo.

Todavia, quando os alimentos não são saudáveis e a poluição e outros carcinógenos o sobrecarregam, parte dessas toxinas são reabsorvidas pelo organismo, pelo que poderão estimular o crescimento de tumores cancerosos. Uma nutrição saudável, conjuntamente com uma desintoxicação periódica, são essenciais para fortalecer a atividade do fígado.

Atividades físicas e de libertação mental, são medidas essenciais para evitar o stress e reduzir os radicais livres, responsáveis pela degradação do sistema imunitário.
A desintoxicação é uma prática preventiva e tratamento de alta importância. Mas atenção, hoje cometem-se muitos erros em busca de informação na internet , que na maioria das vezes é tóxica e muito prejudicial. Existem muitos casos com desfechos tristes e dramáticos.

Há profissionais de saúde bem qualificados que podem orientar quando seja necessário.
Cada vez mais são relatados testemunhos e casos clínicos, devidamente identificados, de terapias nutricionais e de suplementação natural que levaram à remissão de doenças cancerosas em várias pessoas, espalhadas pelo mundo.

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O que é a ansiedade? A ansiedade é uma emoção causada por uma ameaça observada ou experimentada e, que o organismo utiliza como mecanismo para reagir de forma saudável às pressões da vida ou até a situações de perigo.

E de que forma? Por exemplo, quando temos medo, o nosso metabolismo acelera, os nossos músculos enrijecem e, a nossa supra-renal produz quantidades adicionais de adrenalina (hormona que faz o coração bater mais rápido). A ansiedade torna-se uma reação problemática quando não conseguimos esvaziar, ou queimar a energia nervosa criada por ela. A ansiedade pode ter efeitos dramáticos nas nossas vidas e, isso impedirá de fazermos o que desejamos, mesmo as nossas tarefas quotidianas. Há pessoas que não conseguem sair de casa e não são capazes de tomar decisões.

Todos nós somos capazes de lidar com explosões ocasionais de ansiedade reprimida, mas se a ansiedade não desaparecer, ou se ocorrer com frequência, poderá causar sérios problemas de saúde. As pessoas expostas a situações de ansiedade prolongada, tipo situações de divórcio, pressão intensa no trabalho, pressão familiar, etc., muitas vezes sofrem de hipertensão arterial, insónia, problemas digestivos, doenças de pele, alterações de humor, depressão e outros problemas de carácter psicossomático, assim como podem agravar outros problemas de saúde já existentes. Às vezes, as pessoas sentem os sintomas de ansiedade mesmo quando não estão diante de um desafio ou perigo sério. A ansiedade revela um distúrbio provocado pela preocupação excessiva, quando prevalece mais de seis meses.

 E o que é excessivo? Qualquer reação nervosa desproporcional à sua causa, ou seja: Um emprego novo ou uma doença grave, deveriam produzir mais ansiedade do que planear uma festa.

E, se não se conseguir identificar a origem da ansiedade, ou se esta mudar constantemente? Neste caso estaremos perante distúrbios de ansiedade. As pessoas com distúrbios de ansiedade ficam vulneráveis a vários problemas de saúde e podem experienciar estados de extremo nervosismo e preocupação, também conhecidos por ataques de pânico.

O que sucede durante um ataque de pânico? O coração acelera e a respiração torna-se rápida e difícil, com suores frios, formigueiros nas extremidades do corpo, com fraqueza e tonturas. Estes sintomas raramente duram muito, mas podem durar de alguns segundos a meia hora. Os sintomas mais comuns são inquietude e tensão, tremores, palpitações, suores frios nas palmas das mãos, hipertensão, tonturas, distúrbios do sono, boca seca, diarreia, alterações de humor, aperto na garganta, impotência, dores no peito, dor de cabeça, espasmos musculares, dor nas costas, ataques de pânico.

Existem causas subjacentes? De entre outras causas considera-se o stress, cafeína, açúcar, nicotina, álcool e algumas drogas comuns, medicamentos com receita médica, distúrbios do sono, alergias alimentares, toxinas ambientais, nutrição inadequada, problemas de tiroide, baixos níveis de açúcar no sangue, depressão, distúrbios da supra-renal. O tratamento da ansiedade deverá obedecer a um plano de desintoxicação tanto orgânica como psicológica, com reforço de polivitamínicos, terapias para a redução do stress e atividades de descompressão ao ar livre. Um estado de ansiedade prolongado, seja como resultado de um distúrbio de ansiedade ou de uma fonte de tensão não resolvida, é imperioso não adiar o problema e, dever-se-á consultar um profissional de saúde qualificado.

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O uso e abuso de substâncias químicas caracteriza-se por uma dependência tanto psicológica como física de drogas, incluindo-se medicamentos com receita médica e álcool.

O que é uma dependência química? Acontece quando um indivíduo necessita de uma droga para funcionar. As drogas e o álcool podem provocar danos graves ao organismo e, ambos têm um efeito tóxico sobre o fígado, órgão essencial para o bom funcionamento do organismo e, também para o cérebro, cujos danos poderão ser verdadeiramente preocupantes. O uso e abuso continuado de substâncias químicas pode desencadear uma toxicomania ou vício, podendo causar problemas mentais, desde ansiedade, pânico e depressão, decorrentes de um sistema nervoso central danificado e de outras doenças como insuficiência renal e impotência. O abuso de substâncias químicas e álcool está  ligado a casos de homicídios, suicídios, mortes no trânsito, agressões domésticas e atos de violência. Como reconhecer se existe ou não dependência? Normalmente a dependência desenvolve-se ao longo dos tempos, com inicio esporádico e de vez em quando, progredindo até à dependência. Algumas pessoas são mais propensas que outras a desenvolver a dependência, para o que contribuem fatores sociais, psicológicos, depressivos, deficiências nutricionais, etc.

Antes de qualquer tratamento é fundamental solicitar exames que ajudem a compreender as possíveis causas da tendência para o abuso de substâncias químicas, drogas, álcool: Análises de vitaminas e sais minerais: magnésio, vitaminas do complexo B, crómio. Análises da função digestiva: micróbios, parasitas, cândida Intolerâncias alimentares e ambientais, alergias Equilíbrio do açúcar sanguíneo e dos aminoácidos.

A Naturopatia trata estas situações em respeitando três grandes princípios:

Desintoxicação: Restauração dos sistemas danificados do organismo através de uma alimentação específica. Equilíbrio do organismo com suplementos naturais para reforço do sistema imunitário e do sistema central nervoso. A desintoxicação visa a limpeza diária do intestino e fígado, através da depuração sinérgica de spirulina e clorela, conjuntamente com dente de leão, cardo mariano, alcachofra e ganoderma.

Alimentação: Restaurar o organismo é fundamental, os alimentos naturais devem ser variados e constituídos por verduras, vegetais coloridos, cereais integrais, leguminosas, oleaginosas, sementes, fruta, proteínas magras, ou seja, um conjunto de nutrientes ricos em proteínas, minerais e vitaminas. A ingestão de alimentos deverá ser alternada e variada ao longo do dia, preferencialmente com intervalos de duas horas.

Esta estratégia ajudará a equilibrar os níveis de açúcar no sangue e a resistir às tentações. Beber um copo de água a cada duas horas proporciona ao organismo uma hidratação apropriada e contribui para a eliminação de toxinas acumuladas.

A alimentação rica em fibras é essencial para evitar a obstipação, ajudar o intestino a libertar toxinas e prepará-lo para uma boa absorção de todos os nutrientes. A suplementação consagra polivitamínicos de minerais e vitaminas de alta potência, fundamentais para a revitalização e energia do organismo, e para reforçar o sistema nervoso e emocional, elevando a autoconfiança e o humor.

O tratamento eficaz começa quando um dependente toma a decisão de abandonar o vício e, nestas circunstâncias muito contribuem as terapias de caracter psicológico e espirituais.

 

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A obstipação intestinal, também conhecida como prisão de ventre, é uma doença gastrointestinal cada vez mais presente e, com um grau de Incidência preocupante, já na idade infantil.

Num organismo saudável, o percurso da matéria residual pelo trato digestivo, corresponde a um ciclo previsível e regular que poderá oscilar entre 6 a 24 horas. Os sintomas mais comuns são a dificuldade em evacuar, diminuição da frequência da evacuação, abdómen inchado e sensível, flatulência, mal-estar, perda de apetite. Quando o trajeto da matéria residual é muito demorado, o resultado é a obstipação. Quando os intestinos estão obstipados, pode ser difícil evacuar e, muitas vezes com sintomas desconfortáveis como cólicas, mal-estar, e distensão abdominal.

Sendo uma situação cada vez mais recorrente, é para uma grande maioria das pessoas uma situação desconfortável e inofensiva, mas não considerada uma doença que poderá provocar problemas muito desagradáveis e outros problemas bem mais sérios. A obstipação poderá desencadear doenças de pele, artrite, mau hálito, dores de cabeça, síndrome do intestino irritado, cansaço, hemorroidas, hérnias, insónia, síndrome da má absorção, ganho de peso, varizes, doenças de humor, inclusive a depressão. A este propósito devemos lembrar que 90% da serotonina (neurotransmissor responsável pela sensação de bem estar) é produzida pelo intestino, se este estiver na sua plenitude.

Vários estudos têm demonstrado que o tipo de alimentação ocidental rica em gorduras e pobre em fibras e líquidos, é a causa da maioria das obstipações. Na ausência de fibras e líquidos, os movimentos de contração do intestino grosso não são estimulados regularmente e a matéria residual não é expelida. Estudos recentes mostram que quando a matéria residual permanece no cólon por um longo período, as bactérias e outras matérias prejudiciais, podem ser reabsorvidas pela corrente sanguínea, provocando intoxicação generalizada. O stress ou as emoções suprimidas costumam ser fatores que passam despercebidos no caso da obstipação. Contudo, há uma conexão direta entre o stress e a mobilidade intestinal. Uma das causas para a obstipação, é o aparelho digestivo quando funciona mal, especialmente no caso do fluxo biliar deficiente do fígado e da vesícula, provocado por excessos e erros alimentares. Outros fatores como sedentarismo e alguns medicamentos, também poderão contribuir para a obstipação. O uso de laxantes está muito generalizado porque as pessoas julgam que é a melhor forma de alívio e não associam os problemas que poderão advir. Infelizmente esta prática recorrente resulta muitas vezes em situações indesejáveis.

Ora a forma mais saudável que recomendamos é uma alimentação rica em fibras, cereais integrais, fruta, hortaliças, leguminosas, frutos secos, muitos líquidos. Normalmente as pessoas que sofrem de obstipação têm défice de magnésio, e as verduras para além das fibras contêm este mineral. Ameixas secas e figos secos de Torres Novas são elementares fontes de fibras alimentares. O seu uso regular a par das sementes de linhaça são altamente recomendadas, pela sua elevada concentração de fibras, assim como uma média de 2 litros de líquidos diários. Os alimentos a evitar são os fritos e alimentos ricos em gorduras saturadas, porque as gorduras retardam o tempo de transporte dos alimentos pelo intestino e estimulam a produção de mucos, assim como todos os laticínios, produtos processados, farinhas refinadas, açúcar e refrigerantes. Enquanto a obstipação persistir é de total conveniência suprimir a cafeína e o álcool. Em casos recorrentes de obstipação é fundamental uma desintoxicação, sempre orientada por um profissional de saúde qualificado.

 

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Aloé Vera, também conhecida por planta dos milagres pelos médicos da antiguidade, é uma planta medicinal cujo uso tem sido intensificado ao longo dos séculos e, nas últimas décadas tem sido motivo de interesse de pesquisas, com vários estudos científicos na aplicação de uma grande variedade de doenças e, com grande destaque, nas doenças oncológicas.

George Ebers foi o primeiro descobridor do uso da Aloé na Antiguidade, depois de ter encontrado um manuscrito de papiro do Egípcio antigo, datado de 3.500 antes de Cristo (a.C.), considerado também, como um grande tratado de plantas medicinais. Posteriormente a esta descoberta, outros pesquisadores descobriram que esta planta era também usada pelos Indianos e Chineses antigos e, também, por médicos Gregos e Romanos, como Dioscórides e Plínio, que utilizavam o Aloé Vera como remédio curativo insuperável e de enorme eficácia. Existem mais de 200 variedades de Aloé, mas nem todas com características medicinais, sendo as mais valiosas a Aloé Arborescens  (folha estreita pontiaguda e flor cor de rosa) e Aloé Barbadensis (folha larga e pontiaguda e flor amarelada). As duas variedades alcançam a maturidade em quatro anos, quando o gel contido dentro das folhas já pode ser utilizado  para a produção de sumo natural. O gel pode ser utilizado na elaboração de suplementos naturais e medicamentos farmacológicos, tanta de utilização oral como tópica. A Aloé funciona como um “coktail” de elementos nutricionais, que ao combinar a sua ação e equilíbrio, produz um efeito muito mais poderoso do que aquele que seria esperado se os elementos estivessem separados individualmente. Isto significa que todos os seus compostos químicos trabalham  em conjunto, como se fora uma equipa, intensificando os efeitos de cada um, ou seja, um efeito sinérgico. A Aloé tem propriedades adaptogénicas, o que significa que é um conjunto de substâncias que aumentam a resistência do organismo contra problemas desde infeções ao stress. As qualidades nutricionais  e terapêuticas e antioxidantes da Aloé ajudam a curar os órgãos, feridas e tecidos da pele danificados, promovendo a sua regeneração. As suas propriedades antioxidantes combatem os radicais livres,causadores de várias enfermidades, incluindo doenças oncológicas e processos de envelhecimento. Como funciona a Aloé? A sua ação anti-inflamatória natural e antimicrobiana, combinada com os seus elementos nutricionais celulares, promovem o crescimento celular e, ajudam a reverter o processo inflamatório. Estima-se que a Aloé Vera contenha no seu gel mais de 200 substâncias ativas e, destas, a mais abundante, são os polissacarídeos. No Herbário Grego de Dioscórides (41-48 anos depois de Cristo – dC.) refere que a Aloé tem o poder de induzir o sono, fortificar o corpo, diminuir a barriga e limpar o estômago, curar as feridas e hemorroidas, tratar a queda do cabelo, queimaduras solares e outras e, doenças da pele. No Japão a Aloé foi massivamente utilizada no socorro prestado às vítimas de Hiroshima e Nagasaki, pela grande eficácia demonstrada. A Nasa, também constatou a capacidade da Aloé em absorver até 90% da toxicidade produzida por elementos químicos e neutralizar os efeitos negativos dos campos eletromagnéticos no organismo do ser humano. A Comissão de Energia Atómica dos EUA usou o gel de Aloé Vera no tratamento de queimaduras provocadas por raios X. Entusiasmado com estes desenvolvimentos, o médico Americano Dr. Peter Atherton, utilizou o sumo de Aloé como tónico e o gel em aplicações externas sobre a pele e cabelo nos seus pacientes na sua Clínica na Califórnia, tendo concluído um estudo científico  “The Actions and Evidences” em que descreve os benefícios “miraculosos” conseguidos: Proporciona saúde à pele e corpo, fornecendo uma ampla variedade de vitaminas, minerais, açúcares, enzimas e aminoácidos.

 

 

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A medicina sempre foi considerada uma arte sagrada e era ensinada nos templos. O diagnóstico da doença estava associado ao pecado, e o paciente era isolado para evitar a contaminação a outras pessoas, tanto físicas como espirituais e psicológicas.

O fígado era considerado o centro da vida. O sistema médico era muito mágico e religioso em que as estrelas e os deuses eram a razão da cura, ou seja, a explicação da doença tinha uma origem sobrenatural. Para os indianos a medicina significava a ciência da vida e a civilização hebraica utilizava o sacerdote como responsável pela implementação das regras de higiene. Esta época histórica coincide com o surgimento das primeiras civilizações 4000 anos antes de Cristo. A exploração dos remédios naturais com plantas medicinais desenvolveu-se na descoberta de substâncias adequadas para aliviar doenças e tecidos entorpecidos, em que o médico utiliza o conhecimento para a recuperação da saúde e eliminação da doença e, dá importância primordial à nutrição vinda da natureza (comida orgânica) e viver em harmonia com o Sol, a Lua e o Universo, ou seja, uma Vida Natural, um estilo de vida limpo e consciente, uma forma de se respeitar e cuidar de si mesmo.

Nas civilizações antigas, conhecer as plantas e as suas virtudes terapêuticas, era fundamental para as terapias médicas e para os médicos que não tinham outros recursos para o tratamento das doenças. Haviam as oficinas para o processamento das plantas (officinali), autênticos laboratórios onde preparavam óleos, pomadas e chás para todo o tipo de enfermidades. Eram chamados de herboristas, hoje conhecidos como ervanários. Não era fácil a colheita das múltiplas variedades de plantas, por estarem disseminadas em lugares mais longincuos e, até inacessíveis. No século I depois de Cristo começaram a ser plantados jardins medicinais onde plantavam plantas medicinais que eram utilizadas pela Medicina Humoral Hipocrática, que foi muito aperfeiçoada e desenvolvida em Roma pelo histórico e famoso médico Dr. Galeno. Este médico foi o grande impulsionador e, o primeiro médico, a considerar a dietética como parte indispensável na terapêutica da alimentação através do uso das frutas, verduras, plantas medicinais, dando uma visão científica muito evidente e inequívoca.

Na idade média os árabes deram o grande impulso tanto à alquimia como à química, com a invenção do alambique, o que permitiu a descoberta do álcool. Esta nova substância derivada da destilação de ervas e plantas medicinais, teve repercussões no desenvolvimento farmacêutico de corantes e destilados. Os árabes eram muito estudiosos e muito entusiasmados pelo conhecimento científico, de tal forma que foram os primeiros a organizar uma farmacopeia com descrições de receitas e as respetivas dosagens, a forma como tomar (posologia), aplicar e, composições químicas. Entre os séculos XI e XIII foram elaborados os primeiros textos farmacêuticos, nos quais as teorias Grega, Romana e Árabe se fundiram e, resumiram a definição das operações fundamentais para cada procedimento, ou seja: loção, decocção, infusão e trituração. Nesta época, as especiarias e as plantas medicinais tiveram uma grande expansão e, a Escola de Salerno chamou a si a grande responsabilidade para a criação da especialidade “expert” na seleção das plantas em que abundam as várias indicações terapêuticas e, provando cientificamente a sua eficácia, conhecimentos adotados  por todas as indústrias farmacêuticas até aos nossos tempos. No ano 1700, o médico naturalista sueco Carl von Linée operou a primeira classificação dos seres vivos, particularmente com a nomenclatura binominal, em que identificou as espécies de plantas vivas, dividindo-as de acordo com classes ordens e géneros, trazendo o estudo das plantas para o posto de disciplina científica em todos os aspetos. Com a síntese dos ingredientes ativos das plantas medicinais na terapia médica natural, destaca-se a fitoterapia utilizada pelo homem em todas as épocas da sua história.

 

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O magnésio é um mineral muito importante para o organismo, para a produção de energia e a saúde do sistema nervoso, cuja deficiência pode causar sintomas como irritabilidade, cãimbras e fadiga, que podem ser atenuados por meio de alimentos ou suplementos naturais.

O magnésio desempenha um papel importante em muitas reações fisiológicas do organismo vivo e participa na síntese de centenas de enzimas. É indispensável para a assimilação do fósforo, cálcio e potássio. É essencial para a atividade e equilíbrio do sistema nervoso e tem um efeito relaxante e calmante e, reduz a excitabilidade dos nervos e músculos. Reduz a secreção de adrenalina e é eficaz na dissolução de cãimbras e relaxa as tensões, como por exemplo, dor de cabeça, nervosismo, intestino irritável, taquicardia e até dores de estômago. O magnésio intervém na coagulação do sangue e no metabolismo de lipídios, proteínas e carboidratos e permite a produção de energia. Promove a manutenção e equilíbrio do PH no sangue, regula o ritmo cardíaco e tem uma ação vasodilatadora. É muito importante na formação, consolidação e crescimento ósseo. A deficiência de magnésio pode ocorrer sob condições de stress ou trauma psicofísico e produz distúrbios neuromusculares, como espasmos, dificuldade de concentração, insónia, doenças cardiovasculares e gastrointestinais.

A necessidade, ou exigência diária de magnésio, é determinada pela quantidade de cálcio, proteínas, fósforo e vitamina D, presentes na dieta nutricional quotidiana e poderá aumentar, na proporcionalidade dos níveis de colesterol doentio, presentes no organismo .Também, quando os níveis de saúde e energia estiverem desequilibrados por fatores de envelhecimento, stress, falta de sono ou insónias, consumo de álcool, resistência à insulina e diabetes, alguns medicamentos como antibióticos, o microbioma intestinal desequilibrado, mau funcionamento renal, etc. O magnésio melhora o equilíbrio psicológico e contribui para o relaxamento, estados de nervosismo, de medos, hipocondria e esquizofrenia. É muito útil em casos de depressão, impotência e fadiga mental. O magnésio atenua a excitabilidade e a agressividade e fortalece o espírito de resistência. Contribui para a estimulação da coragem e para uma atitude mais construtiva e positiva.

Sendo o magnésio um mineral importante para o bom funcionamento cardíaco  e dos ossos, onde devemos recorrer para mantermos o equilíbrio? Nas verduras de folha verde intenso como brócolos e couve galega, alface,  folhas de beterraba, espinafres, grãos de soja bio, arroz integral, abacate, iogurte natural bio, bananas, figos secos, cacau (chocolate negro), amêndoas, coentros, feijão preto, castanhas, sementes, nozes, abóbora, frutos e bagas, peixes gordos ricos em ômega 3, etc. O magnésio está presente nas células, tecidos, órgãos e, o conteúdo corporal no organismo adulto é de cerca de 25 gramas, sendo que 60% está presente nos ossos, 39% é intracelular e cerca de 1%, é encontrado em líquidos extra celulares. A quantidade deste importante elemento é regularmente equilibrada no organismo, graças à interação com outros minerais. Se o magnésio começa a faltar nas células, o corpo retira-o das suas reservas, isto é, dos ossos e do fígado, causando os primeiros sintomas de deficiência. O magnésio sendo importante para a saúde porque ajuda as células musculares a relaxar, incluindo o coração, também é essencial para o processo de mineralização e desenvolvimento do sistema esquelético. Estudos recentes têm revelado que a deficiência de magnésio tem sido associada a doenças cardíacas, batimentos cardíacos irregulares e palpitações. Estudos recentes têm revelado que dietas ricas em magnésio podem promover a redução da pressão arterial, especialmente em idosos e, evitar o aparecimento de distúrbios cardíacos.

Uma suplementação de magnésio deverá considerar sempre o equilíbrio com cálcio, vitamina K2 e D. A necessidade diária de magnésio em homens é de 420mg e, 320mg em mulheres. Nas crianças deverá ser determinado de acordo com idade, por profissional de saúde habilitado.

 

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Chega a primavera e os dias bonitos alegram as pessoas, mas a primavera não é sinónimo de felicidade para todos, porque também chegam os pólenes e as alergias, sinónimo de sofrimento para muitas pessoas.

Mas o que são e, como funcionam as alergias?

Linfócitos e células imunes do sangue, patrulham permanentemente o nosso corpo para detetar bactérias, vírus, pólen, substâncias químicas e microrganismos que poderiam prejudica-lo. Quando o sistema imunitário deteta algo que possa representar uma ameaça, memoriza a identidade do invasor, para quando atacar de novo poder eliminá-lo. Normalmente os alergénicos estão contidos no ar, como a poeira, ácaros, pólen, mofo, pêlos de animais.

Qual a diferença entre alergias e asma?

Os distúrbios poderão ter muito em comum, mas a asma é uma doença pulmonar crónica e, por conseguinte mais grave. A asma pode ser desencadeada por algum tipo de alergias, mas também por vários tipos de fatores e os sintomas são o peito oprimido, dificuldade em expirar, cansaço, tosse e chieira. Este tipo de enfermidade é limitante e apresenta certos riscos que pode restringir seriamente a capacidade respiratória. As alergias embora sejam dolorosas, não têm um risco tão elevado. É importante sublinhar que, além de substâncias no ar, existem determinados alimentos, produtos químicos e insetos que podem desencadear alergias no sistema digestivo, pele e olhos. Com a integração de produtos alimentares muito transformados e quantidades exageradas de químicos na sua composição e ambiente, têm aumentado significativamente nos últimos quarenta anos a quantidade deste tipo de pacientes e, a quantidade do número de crianças com estes sintomas disparou.

Como podemos identificar se temos alergia sazonal?

Os sintomas são espirros, corrimento nasal incolor, comichão ou secura nos olhos, dor de cabeça, congestão e inflamação dos seios nasais. Os sintomas são semelhantes ao resfriado, todavia e, neste caso, a secreção nasal é bastante esbranquiçada ou esverdeada.  Além disso, as alergias ocorrem mais vezes e, geralmente, acontecem na mesma época de cada ano.

As alergias porque são tão comuns na Primavera?

O pólen das plantas são grãos microscópicos que lhes permitem reproduzir-se e é isso que causa alergias. Não é tanto o pólen das flores do jardim, mas sim o pólen das árvores, gramíneas e ervas daninhas que estão mais diretamente envolvidas. O vento é o grande transportador e disseminador de alergénicos. Pesquisadores descobriram pólen de arbustos a cerca de 650 Km da costa e a mais de 3.000 metros acima do nível do mar. Perante isto, eliminar os culpados à volta de nossa casa, pouco significa. As ervas daninhas produzem proporcionalmente a maior quantidade de pólen alergénico e as árvores mais implicadas são a oliveira, carvalho, freixo, olmo, bétula, álamo e pinheiro.

As alergias são curáveis?

Normalmente não. Existem contudo antialérgicos, sendo os mais comuns os anti-histamínicos. Na medicina natural o óleo de perila é usado com grande eficácia a par de algumas plantas medicinais anticolinérgicas nasais, cuja função é limpar os seios nasais. A haloterapia tem-se revelado um tratamento de muita eficácia, porque para além de contribuir para uma higiene do sistema respiratório, contribui também para o reforço do sistema imunitário. Diferentes e variados estudos indicam que o risco de sofrer de alergias e asma é maior quando o sistema imunitário está debilitado. A melhor conduta para reforçar o sistema imunitário é o controle do stress, exercício físico e uma alimentação rica em frutas e vegetais.

 

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Cada vez se verifica mais, que uma grande parte das pessoas se poderia tratar e curar, exercitando-se todos os dias ao ar puro. Podemos citar entre outros tipos de doenças a obesidade, diabetes, colesterol, depressão, sistema cardiovascular, respiratório,etc. Contudo, quando aconselhamos, ouvimos como resposta: Eu sei, mas não tenho tempo para caminhar, nem para fazer exercício, porque tenho uma vida muito preenchida. Ou são os filhos, ou reuniões, ou os horários incompatíveis, ou porque está frio, ou porque está a chover, enfim, tudo serve de pretexto.

Mas então o que pretendem uma grande parte de pessoas? Ou o que procuram?

Remédios que tratem da saúde e sejam eficazes, em detrimento do movimento físico. Mas na verdade, não há remédio algum que possa substituir a atividade física. Todo aquele que deixa “enferrujar” os seus órgãos e os seus músculos, corre sérios riscos de enfraquecer o seu organismo e cair doente. Nos dias de hoje, todas as medicinas reconhecem o valor terapêutico do movimento e, desde há largos anos, isto é salientado pelos especialistas de tratamentos e recuperação desportivos. Existem algumas doenças que resistem a medicações, sejam químicas ou naturais, mas que podem ser eficazmente combatidas e curadas por meio de atividades físicas. Temos como exemplo diversas formas de reumatismos articulares, bursites, asma, afeções pulmonares, obesidade, perturbações cardiovasculares e circulatórias, etc.

Porque deve a atividade física tornar-se um fator de saúde e de cura?

Não faltam factos que nos transportam a esta conclusão. Fruto da vida moderna, é sabido desde há muitos anos que as afeções cardiovasculares são muito mais frequentes nas pessoas que têm um modo de vida sedentário do que naquelas que se exercitam, tanto pelo caracter da profissão, como pela atividade desportiva. Mais do que nunca, é necessário conhecer os elos existentes entre o movimento e as funções cardiovasculares e, verificar que as novas tecnologias como mecanização, automatização, robótica e informática, dispensou o homem de um grande número de esforços físicos. O ser humano tornou-se num “enfermo do movimento”.

Não é por acaso, que nos dias de hoje, os médicos prestam cada vez mais importância ao exercício e movimento para a manutenção da saúde. A atrofia muscular por falta de exercício físico, pode potenciar uma série de doenças. É o que acontece frequentemente com trabalhadores intelectuais que se queixam de enxaquecas, de melancolia, cansaço, prisão de ventre e hemorroidas, insónias, distúrbios cardiovasculares, reumatismo e perturbações metabólicas. Todo aquele que exerça uma atividade profissional em que esteja sentado, faz tão poucos movimentos que até deixa de respirar profundamente. Se a isto adicionarmos os efeitos nocivos de uma alimentação desequilibrada da vida moderna e, do tabaco, fácilmente se desenvolvem fatores de estados doentios. Este tipo de pessoas necessita como tratamento de base o exercício sistemático. Obviamente que um passeio de vez em quando, ou alguns trabalhos caseiros, não são suficientes para manter a forma dos músculos do nosso corpo, os ossos, os tendões e as articulações. Para além da caminhada, são importantes os exercícios musculares, porque provocam uma estimulação sobre os nossos órgãos internos. Segundo a Lei de Weber, o movimento dilata primeiramente os vasos dos músculos em atividade. Depois, a estimulação geral da circulação e, a aceleração dos batimentos cardíacos provocam uma melhor irrigação dos músculos inativos dos órgãos internos e do cérebro. O movimento determina não só o transporte de sangue puro para os tecidos e órgãos, mas também torna possível a evacuação dos resíduos pelo sangue venoso. O coração bombeia o sangue que irá percorrer até aos capilares de todo o nosso organismo.

 

⌈ Juvenal Silva, Naturopata
Cédula Profissional 0300193 – ACSS ⌋   

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