Um dia, uma filha queixou-se ao pai sobre a instabilidade da sua vida e, que a cada dia
as coisas estavam a ser mais difíceis. Já não sabia mais o que fazer e, que a sua
vontade era desistir de tudo. Estava farta e só queria desaparecer… Já estava saturada
de lutar e combater. Assim que resolvia um problema, outro surgia ainda pior. Nunca
nada dava certo. No dia seguinte, o pai chamou a filha: – Vem comigo até à cozinha e,
aí pediu: – Enche esses três tachos com água e coloco-os no fogão a ferver. Num tacho
colocas cenouras, noutro colocas ovos, e no terceiro colocas pó de café.
O pai deixou que tudo fervesse sem dizer uma palavra.
A filha suspirava de impaciência e não compreendia o que o pai estava a fazer.

Passaram vinte minutos e ele apagou o fogão. Retirou as cenouras e colocou-as num
prato, os ovos colocou-os numa tigela e o café numa chávena. Vira-se para a filha e
perguntou: – Querida o que estás a ver? Pai, cenouras, ovos e café.
Então, o pai incitou a filha a experimentar as cenouras e, ela verificou que estavam
macias. Depois pediu que pegasse no ovo e o quebrasse. Ela depois de retirar a casca
verificou que o ovo endurecera com a fervura. E finalmente pediu à filha para provar o
café. Ela ao sentir o aroma, sorriu, provou e, perguntou ao pai: O que significa isto meu
pai? Então o pai explicou, que cada um deles tinha enfrentado a mesma adversidade
da água fervente a alta temperatura, mas cada um deles reagira de formas diferentes.

A cenoura entrara forte, firme e inflexível, mas depois de ter sido submetida à água
fervente amolecera e tornou-se frágil. Os ovos eram frágeis, mas depois de terem sido
fervidos tornaram-se duros. O pó do café , desapareceu depois de ter sido colocado na
água fervente e transformou a cor da água, conferindo-lhe aroma e sabor sublime.
Nesse momento pergunta à filha: – Em qual deles te reconheces ? Quando a
adversidade bate à porta como reages ? Serás como a cenoura que parece forte, mas
com a dor e a adversidade amoleces, tornas-te frágil e perdes a força e o ânimo?
Ou serás como o ovo, que começa com um coração frágil, mas que depois de alguma
perda ou decepção se torna mais duro, apesar da casca parecer a mesma?

Ou será que és como o pó do café, capaz de transformar a adversidade em algo
melhor, ainda melhor do que ele próprio? Nós somos responsáveis pelas nossas
decisões. Cabe a nós e, somente a nós, decidir se a suposta crise irá ou não afectar a
nossa caminhada, ou a nossa integridade, mesmo que as circunstâncias possam mudar
trajectos de vida profissional ou pessoal. Quando ouvimos tanta informação venenosa
que nos intoxica, ofereçamos resistência e sejamos fortes e POSITIVOS. Temos de
acreditar e confiar que temos capacidade e tenacidade suficientes para superar mais
este desafio. A nossa identidade, valor e capacidades permanecem, apenas podem
mudar as circunstâncias. É preciso MUDAR? mudemos. É preciso RECOMEÇAR?
recomecemos. Uma vida não tem importância se não formos capazes de ultrapassar
as adversidades e obstáculos, se não formos capazes de mudar e, impactar
positivamente outras vidas.

Juvenal Silva
Naturopata Pós Graduado – Ced. Prof. ACSS 0300193

(0)

A partir de meados do Sec. XVIII, o sumo de limão, era usado para tratar o escorbuto (doença causada por falta de vitamina C). Sómente em 1928 o ingrediente mais activo do limão ( foi isolado e identificado como vitamina C, pela sua acção antiescorbútica , dando origem ao seu nome Cientifico de Ácido Ascórbico. Como funciona e qual o seu papel no organismo? A vitamina C ajuda a fortalecer os capilares (os mais pequenos vasos sanguíneos) e as paredes as células, com um desempenho fundamental na formação do colagénio, na preservação dos ligamentos, tendões, gengivas, ossos. É essencial para a boa assimilação do ferro fornecido pelos alimentos. Intervém na resistência às infecções pelo reforço e fortalecimento dos linfócitos, as células defensoras do organismo contra os invasores externos. Assim como a vitamina E, a vitamina C é um poderoso antioxidante com muito utilidade coadjuvante nas doenças degenerativas e oncológicas e, está envolvida na luta contra os radicais livres na prevenção das cataratas, pela eficácia no combate à turvação da lente induzida pelos radicais livres. A melhor fonte são os vegetais e frutas frescas e biológicas. Os suplementos são complementares.

A vitamina C nos vegetais e frutas preparadas para utilização torna-se frágil porque se oxida facilmente . Por tal motivo a ingestão deverá ser feita após preparação. Por exemplo os sumos, os vegetais crus para saladas , fruta descascada. Os vegetais para sopa devem ser lavados, cortados e colocados em água fria no recipiente de cozedura para não destruir os seus nutrientes. O fogo não deverá á ser elevado nem o tempo de cozedura deverá ser longo, porque a vitamina C não resiste a temperaturas altas. Os vegetais para acompanhamento e para a preservação dos seus nutrientes o melhor método é o vapor. A vitamina C é hidrossolúvel e não é sintetizada pelo nosso organismo, pelo que deverá ser imperativamente fornecida pelos alimentos e, ou, também por suplementos naturais. Nos alimentos, preferencialmente biológicos. Várias são as opções, entre as quais: Couve roxa, couve galega(caldo verde) brócolos, couve flor, couve de bruxelas, repolho, acelga, ervilhas frescas, feijão verde, pimentos, beterraba, nabo, ananás/abacaxi, batatas cozidas, dar preferência à bata doce por ser um dos alimentos mais ricos em nutrientes, alface, espinafres, tomates, cabeça de nabo, abóbora, cenoura, beterraba, etc. etc.Esta vitamina também tem um efeito antihistamínico natural e, em doses ajustadas, poderá neutralizar os efeitos de substâncias inflamatórias, produzidas pelo organismo em reacção a produtos alergénicos, como pólens, animais, etc.

Pode ser um coadjuvante eficaz no tratamento de asma induzida por actividade física, em forma de complemento, assim como a ingestão continuada no combate às cataratas. Nos diabéticos insulinodependentes, é de grande utilidade a toma de 1000/3000mgs por dia, conforme a condição e idade de cada pessoa, para evitar ou retardar o aparecimento de complicações características desta doença, como a visão, circulação, coração, etc. Uma particular recomendação para quem tenha problemas renais, ou propensão genética para a formação de cálculos renais, porque poderá intervir na boa absorção do cobre e selénio e provocar a formação de pedra nos rins. Tudo o que aqui é referido, apenas e tão só, serve de contributo numa perspectiva naturopática e, não substitui em caso algum, qualquer necessidade médica ou recurso hospitalar.

[ Juvenal Silva, 2 de Abril de 2020
Naturopata Pós Graduado – Ced. Prof. ACSS 0300193]

(0)

Em biologia, imunidade corresponde à capacidade que o nosso organismo tem em defender-se de substâncias que ameaçam o bom funcionamento ou sobrevivência do corpo. Essas ameaças podem ser vírus, bactérias, fungos, parasitas, etc. Há vários estudos epidemiológicos que indicam que maus hábitos alimentares, tabagismo, sedentarismo e stress, diminuem o sistema imunitário. Ou seja, os factores de risco derivam de hábitos de vida que enfraquecem as nossas defesas e, ao contrário, a prevenção através de um estilo de vida saudável, fortalecem o nosso organismo psicofísico. Qual o segredo ?

Higiene física e mental, não fumar, não às sustâncias tóxicas, exercício físico, beber água e, uma alimentação variada e rica em nutrientes composta por, entre outros: Vitamina C (Laranja, limão, tomate, kiwi, abacaxi, abóbora, batata doce, couve flor, salsa, papaia, manga, repolho, cebola) Vitamina E (Azeite, ovos, alho, gérmen de trigo, nozes, amêndoas, castanhas, sementes de girassol, sementes de abóbora, abacate) Vitamina B12 (Peixe do mar, mariscos do mar, algas marinhas, feijão azuki, ovos, levedura de cerveja) Ácido Fólico (Brócolos, espinafres, couve de bruxelas, couve galega, espargos, agriões, feijões, batata doce, pão integral) Complexo B (Gema de ovo, feijão, grãos integrais, grão de bico, cebola, tomate, alho, legumes, mariscos, levedura de cerveja, gérmen de trigo, peixe do mar) Vitamina A (Óleo fígado de bacalhau, cavala, sardinha, carapau, salmão selvagem, alho, tomate, verduras de folha verde escura, vegetais amarelos ou vermelhos como cenoura, abóbora, cebola, batata doce, pimentos, manga, pêssegos, maçã) Vitamina D3 (óleo de fígado de bacalhau, salmão selvagem, sardinha, robalo e dourada do mar, ovos, laranja completa, cogumelos) Zinco (Peixes, mariscos, feijão, sementes, cereais integrais, carne de aves. Selénio (ovo, alho francês, arroz integral, feijão, alho, repolho, frango cozido) Ferro ( Ovo, grãos integrais, amêndoas, feijão, abacate, beterraba, tâmaras, algas, pera, ameixa seca, abóbora, soja, gergelim, agriões, espinafres, grão, lentilhas) Cálcio (linhaça, sardinha, brócolos, abóbora, espinafres, grão bico, nozes, amêndoas, tofu) Omega 3 (sardinha, salmão, sementes linhaça, chia, abacate, atum, óleo de linhaça, azeite)

RECOMENDAÇÕES PARA A ÉPOCA QUE ESTAMOS A VIVER Manter mente ocupada com leitura, jogos, atividades desde o exercício respiratório e físico, dança, abdominais, saltar à corda, yoga, pilates, meditação, para evitar o stress. Na alimentação para além do já citado é recomendável utilizar diariamente sopas com vários ingredientes. Cebola, alho, cogumelos shitake ou maitake, diariamente. Todos dias beber entre 1,5/2Lts água com sumo de limão ou tisanas plantas naturais. COMO PREVENÇÃO E REFORÇO DO SISTEMA IMUNITÁRIO – Vitamina C 1000mg – —– – Ginseng siberiano 500 mg – Vitamina D 3 1000 IU – Extrato líquido de equinácea + própolis Tudo o que é referido, apenas serve de contributo numa perspectiva Naturopática e, não substitui em caso algum, qualquer necessidade médica ou recurso hospitalar.

[ Juvenal Silva ,30 Março 2020
Naturopata ,Cédula Profissional ACSS 0300193]

(0)

As infeções urinárias são muito incómodas e, mais recorrentes nas mulheres, que as obrigam a consultas médicas algumas vezes ao ano. Normalmente o tratamento consiste na toma de antibióticos, que matam a infeção presente, mas deixam a bexiga vulnerável a uma próxima invasão bacteriana. Cada vez mais as bactérias se têm revelado mais resistentes aos antibióticos.

Quando a bexiga está infecionada, geralmente por bactérias, as suas paredes internas inflamam. Essa inflamação, também conhecida por cistite nos meios médicos, provoca uma necessidade de urinar frequente e urgente, embora a urina possa ser escassa e a bexiga não pareça ficar totalmente vazia. Frequentemente surge uma dor durante a micção e uma sensação de ardor. As mulheres sofrem de infeções da bexiga com muito mais frequência do que os homens, sobretudo pela diferença da anatomia feminina, em que o tubo que conduz a urina para fora da bexiga e do corpo (uretra), é muito curto e, a sua abertura está muito perto tanto do ânus como da vagina, tornando-se fácil para as bactérias passarem pela abertura da uretra e percorrerem o tubo e infecionarem a bexiga.

Na maioria das vezes as bactérias são as responsáveis pelas infeções, embora existam outros fatores como a gravidez, relações sexuais
e lesões. O stress, desequilíbrios hormonais e má alimentação, diminuem o sistema imunitário, contribuindo para maior suscetibilidade às infeções. O uso repetido de antibióticos destroem as bactérias boas, imprescindíveis para combater as infeções. A menopausa é uma fase em que a mulher poderá começar a experimentar infeções urinárias.

As infeções urinárias em fase inicial, respondem bem aos cuidados caseiros com chá de pezinhos de cereja, cavalinha ou barbas de milho, que tratam os sintomas e, simultaneamente fortalecem o sistema imunitário. Contudo, é necessário consultar um profissional de saúde habilitado, porque existe a possibilidade da infeção se propagar aos rins. Se as infeções forem recorrentes, será importante pesquisar alguma anormalidade estrutural que possa existir na uretra ou na bexiga que não permita o fluxo normal da urina.

Sobre os antibióticos é importante esclarecer que, embora não respondam cabalmente à infeção urinária, em muitos casos, são indispensáveis para evitar uma infeção renal.
A infeção urinária no homem poderá ser um problema mais sério, pelo que carece de uma avaliação ao nível prostático.


Precauções preventivas – Evitar roupa apertada, utilizar roupa íntima confortável de tecido natural, não utilizar sabão, sabonete ou gel de banho na higiene íntima, mas sim produtos apropriados isentos de químicos ou perfumados, como gel íntimo natural.

Alimentos recomendáveis – Considerar refeições saudáveis à base de legumes e vegetais de época, como hortaliças, feijão, grão, cereais integrais, fruta de época e um copo de água mineral a cada uma hora. A vitamina E é um bom nutriente para o sistema endócrino e que está presente no Salmão selvagem, ovo cozido, bacalhau, abóbora, brócolos, espinafres, amêndoas com pele, sementes girassol, nozes, abacate, manga, kiwi, etc. Os óleos graxos essenciais promovem a saúde das glândulas, pelo que é importante incluir diariamente peixe do nosso mar, preferencialmente de superfície, como cavala, carapau, sardinha, robalo,
dourada e outros, assim como óleo de linhaça. O homem deverá comer regularmente sementes de abóbora por serem uma excelente fonte de zinco, importante para os fluidos reprodutores masculinos.

Alimentos a evitar – Eliminar açúcar e produtos refinados, fritos, alimentos processados, carnes ricas em gordura, refrigerantes, álcool.

Outras recomendações – Evitar tabaco, café, bebidas estimulantes e ter como hábito diário o exercício, para melhorar a circulação e a saúde geral.

⌈ Juvenal Silva, Naturopata
Cédula Profissional 0300193 – ACSS ⌋

(0)

Como ocorre em muitas outras doenças crónicas e mortais e, apesar de décadas de investigações e milhões de dólares investidos, a ciência ainda não consegue definir a causa do crescimento descontrolado das células tumorais. É provável que a causa não seja apenas uma.

Sabemos por exemplo, que genes defeituosos têm a sua função em alguns tipos de doença oncológica, mas as pessoas com defeitos genéticos, na sua maioria, não estão condenadas a desenvolver este tipo de doença. Simplesmente são mais propensas ao desenvolvimento destas patologias, embora o histórico familiar oncológico implique maiores riscos. Contudo, os investigadores são unânimes ao concordar que a única causa, a genética, é relativamente insignificante, sendo responsável por apenas 5 a 15% dos casos.

São poucos os factores de risco cientificamente comprovados, pelo que a prevenção, representa a grande promoção da saúde.

E aqui reside a grande verdade:
A MAIOR PARTE DOS CASOS ONCOLÓGICOS É CAUSADA POR FACTORES QUE, NA SUA MAIORIA, PODEM SER CONTROLADOS ATRAVÉS DA NUTRIÇÃO EQUILIBRADA, ESTILO DE VIDA E, FACTORES AMBIENTAIS SAUDÁVEIS.

Como não podemos controlar os genes que herdamos, podemos estabelecer estratégias baseadas no bom senso, de forma a fortalecer o sistema imunitário, aumentando a ingestão de alimentos antioxidantes e, simultaneamente, evitar ou minimizar a exposição às toxinas, tais como pesticidas e herbicidas, metais tóxicos, radiação, tabaco, álcool, etc.
Os alimentos que não tenham origem na mãe natureza, ou seja, alimentos processados, sem valor nutricional, são de evitar, por conterem substâncias químicas, aditivos e corantes.

O açúcar deve ser banido, embora não hajam provas científicas que provem que provocam diretamente o cancro. Contudo, sabe-se que o açúcar alimenta as células cancerígenas, porque estas utilizam a glicose como fonte de energia. Os carboidratos, como o pão, arroz, massa, batata, devem ser controlados porque são transformados em glicose após a digestão e, também serve de alimento para todas as células, incluindo as cancerígenas. Os açúcares
naturais como o mel, ou os proveniente de frutas, também devem ser restringidos nestas circunstâncias, porque deprimem o sistema imunitário.

É imprescindível limpar e drenar o organismo, bebendo muita água e ingerir muitas fibras. Os jejuns periódicos são de uma importância vital, porque ajudam a desintoxicar o organismo.
O fígado é um dos órgãos mais importantes para a defesa das doenças cancerosas; em condições normais, o fígado filtra as toxinas e ajuda eliminá-las do corpo.

Todavia, quando os alimentos não são saudáveis e a poluição e outros carcinógenos o sobrecarregam, parte dessas toxinas são reabsorvidas pelo organismo, pelo que poderão estimular o crescimento de tumores cancerosos. Uma nutrição saudável, conjuntamente com uma desintoxicação periódica, são essenciais para fortalecer a atividade do fígado.

Atividades físicas e de libertação mental, são medidas essenciais para evitar o stress e reduzir os radicais livres, responsáveis pela degradação do sistema imunitário.
A desintoxicação é uma prática preventiva e tratamento de alta importância. Mas atenção, hoje cometem-se muitos erros em busca de informação na internet , que na maioria das vezes é tóxica e muito prejudicial. Existem muitos casos com desfechos tristes e dramáticos.

Há profissionais de saúde bem qualificados que podem orientar quando seja necessário.
Cada vez mais são relatados testemunhos e casos clínicos, devidamente identificados, de terapias nutricionais e de suplementação natural que levaram à remissão de doenças cancerosas em várias pessoas, espalhadas pelo mundo.

⌈ Juvenal Silva, Naturopata
Cédula Profissional 0300193 – ACSS ⌋

(0)

O que é a ansiedade? A ansiedade é uma emoção causada por uma ameaça observada ou experimentada e, que o organismo utiliza como mecanismo para reagir de forma saudável às pressões da vida ou até a situações de perigo.

E de que forma? Por exemplo, quando temos medo, o nosso metabolismo acelera, os nossos músculos enrijecem e, a nossa supra-renal produz quantidades adicionais de adrenalina (hormona que faz o coração bater mais rápido). A ansiedade torna-se uma reação problemática quando não conseguimos esvaziar, ou queimar a energia nervosa criada por ela. A ansiedade pode ter efeitos dramáticos nas nossas vidas e, isso impedirá de fazermos o que desejamos, mesmo as nossas tarefas quotidianas. Há pessoas que não conseguem sair de casa e não são capazes de tomar decisões.

Todos nós somos capazes de lidar com explosões ocasionais de ansiedade reprimida, mas se a ansiedade não desaparecer, ou se ocorrer com frequência, poderá causar sérios problemas de saúde. As pessoas expostas a situações de ansiedade prolongada, tipo situações de divórcio, pressão intensa no trabalho, pressão familiar, etc., muitas vezes sofrem de hipertensão arterial, insónia, problemas digestivos, doenças de pele, alterações de humor, depressão e outros problemas de carácter psicossomático, assim como podem agravar outros problemas de saúde já existentes. Às vezes, as pessoas sentem os sintomas de ansiedade mesmo quando não estão diante de um desafio ou perigo sério. A ansiedade revela um distúrbio provocado pela preocupação excessiva, quando prevalece mais de seis meses.

 E o que é excessivo? Qualquer reação nervosa desproporcional à sua causa, ou seja: Um emprego novo ou uma doença grave, deveriam produzir mais ansiedade do que planear uma festa.

E, se não se conseguir identificar a origem da ansiedade, ou se esta mudar constantemente? Neste caso estaremos perante distúrbios de ansiedade. As pessoas com distúrbios de ansiedade ficam vulneráveis a vários problemas de saúde e podem experienciar estados de extremo nervosismo e preocupação, também conhecidos por ataques de pânico.

O que sucede durante um ataque de pânico? O coração acelera e a respiração torna-se rápida e difícil, com suores frios, formigueiros nas extremidades do corpo, com fraqueza e tonturas. Estes sintomas raramente duram muito, mas podem durar de alguns segundos a meia hora. Os sintomas mais comuns são inquietude e tensão, tremores, palpitações, suores frios nas palmas das mãos, hipertensão, tonturas, distúrbios do sono, boca seca, diarreia, alterações de humor, aperto na garganta, impotência, dores no peito, dor de cabeça, espasmos musculares, dor nas costas, ataques de pânico.

Existem causas subjacentes? De entre outras causas considera-se o stress, cafeína, açúcar, nicotina, álcool e algumas drogas comuns, medicamentos com receita médica, distúrbios do sono, alergias alimentares, toxinas ambientais, nutrição inadequada, problemas de tiroide, baixos níveis de açúcar no sangue, depressão, distúrbios da supra-renal. O tratamento da ansiedade deverá obedecer a um plano de desintoxicação tanto orgânica como psicológica, com reforço de polivitamínicos, terapias para a redução do stress e atividades de descompressão ao ar livre. Um estado de ansiedade prolongado, seja como resultado de um distúrbio de ansiedade ou de uma fonte de tensão não resolvida, é imperioso não adiar o problema e, dever-se-á consultar um profissional de saúde qualificado.

⌈ Juvenal Silva, Naturopata
Cédula Profissional 0300193 – ACSS ⌋

(0)

O uso e abuso de substâncias químicas caracteriza-se por uma dependência tanto psicológica como física de drogas, incluindo-se medicamentos com receita médica e álcool.

O que é uma dependência química? Acontece quando um indivíduo necessita de uma droga para funcionar. As drogas e o álcool podem provocar danos graves ao organismo e, ambos têm um efeito tóxico sobre o fígado, órgão essencial para o bom funcionamento do organismo e, também para o cérebro, cujos danos poderão ser verdadeiramente preocupantes. O uso e abuso continuado de substâncias químicas pode desencadear uma toxicomania ou vício, podendo causar problemas mentais, desde ansiedade, pânico e depressão, decorrentes de um sistema nervoso central danificado e de outras doenças como insuficiência renal e impotência. O abuso de substâncias químicas e álcool está  ligado a casos de homicídios, suicídios, mortes no trânsito, agressões domésticas e atos de violência. Como reconhecer se existe ou não dependência? Normalmente a dependência desenvolve-se ao longo dos tempos, com inicio esporádico e de vez em quando, progredindo até à dependência. Algumas pessoas são mais propensas que outras a desenvolver a dependência, para o que contribuem fatores sociais, psicológicos, depressivos, deficiências nutricionais, etc.

Antes de qualquer tratamento é fundamental solicitar exames que ajudem a compreender as possíveis causas da tendência para o abuso de substâncias químicas, drogas, álcool: Análises de vitaminas e sais minerais: magnésio, vitaminas do complexo B, crómio. Análises da função digestiva: micróbios, parasitas, cândida Intolerâncias alimentares e ambientais, alergias Equilíbrio do açúcar sanguíneo e dos aminoácidos.

A Naturopatia trata estas situações em respeitando três grandes princípios:

Desintoxicação: Restauração dos sistemas danificados do organismo através de uma alimentação específica. Equilíbrio do organismo com suplementos naturais para reforço do sistema imunitário e do sistema central nervoso. A desintoxicação visa a limpeza diária do intestino e fígado, através da depuração sinérgica de spirulina e clorela, conjuntamente com dente de leão, cardo mariano, alcachofra e ganoderma.

Alimentação: Restaurar o organismo é fundamental, os alimentos naturais devem ser variados e constituídos por verduras, vegetais coloridos, cereais integrais, leguminosas, oleaginosas, sementes, fruta, proteínas magras, ou seja, um conjunto de nutrientes ricos em proteínas, minerais e vitaminas. A ingestão de alimentos deverá ser alternada e variada ao longo do dia, preferencialmente com intervalos de duas horas.

Esta estratégia ajudará a equilibrar os níveis de açúcar no sangue e a resistir às tentações. Beber um copo de água a cada duas horas proporciona ao organismo uma hidratação apropriada e contribui para a eliminação de toxinas acumuladas.

A alimentação rica em fibras é essencial para evitar a obstipação, ajudar o intestino a libertar toxinas e prepará-lo para uma boa absorção de todos os nutrientes. A suplementação consagra polivitamínicos de minerais e vitaminas de alta potência, fundamentais para a revitalização e energia do organismo, e para reforçar o sistema nervoso e emocional, elevando a autoconfiança e o humor.

O tratamento eficaz começa quando um dependente toma a decisão de abandonar o vício e, nestas circunstâncias muito contribuem as terapias de caracter psicológico e espirituais.

 

⌈ Juvenal Silva, Naturopata
Cédula Profissional 0300193 – ACSS ⌋

(0)

A obstipação intestinal, também conhecida como prisão de ventre, é uma doença gastrointestinal cada vez mais presente e, com um grau de Incidência preocupante, já na idade infantil.

Num organismo saudável, o percurso da matéria residual pelo trato digestivo, corresponde a um ciclo previsível e regular que poderá oscilar entre 6 a 24 horas. Os sintomas mais comuns são a dificuldade em evacuar, diminuição da frequência da evacuação, abdómen inchado e sensível, flatulência, mal-estar, perda de apetite. Quando o trajeto da matéria residual é muito demorado, o resultado é a obstipação. Quando os intestinos estão obstipados, pode ser difícil evacuar e, muitas vezes com sintomas desconfortáveis como cólicas, mal-estar, e distensão abdominal.

Sendo uma situação cada vez mais recorrente, é para uma grande maioria das pessoas uma situação desconfortável e inofensiva, mas não considerada uma doença que poderá provocar problemas muito desagradáveis e outros problemas bem mais sérios. A obstipação poderá desencadear doenças de pele, artrite, mau hálito, dores de cabeça, síndrome do intestino irritado, cansaço, hemorroidas, hérnias, insónia, síndrome da má absorção, ganho de peso, varizes, doenças de humor, inclusive a depressão. A este propósito devemos lembrar que 90% da serotonina (neurotransmissor responsável pela sensação de bem estar) é produzida pelo intestino, se este estiver na sua plenitude.

Vários estudos têm demonstrado que o tipo de alimentação ocidental rica em gorduras e pobre em fibras e líquidos, é a causa da maioria das obstipações. Na ausência de fibras e líquidos, os movimentos de contração do intestino grosso não são estimulados regularmente e a matéria residual não é expelida. Estudos recentes mostram que quando a matéria residual permanece no cólon por um longo período, as bactérias e outras matérias prejudiciais, podem ser reabsorvidas pela corrente sanguínea, provocando intoxicação generalizada. O stress ou as emoções suprimidas costumam ser fatores que passam despercebidos no caso da obstipação. Contudo, há uma conexão direta entre o stress e a mobilidade intestinal. Uma das causas para a obstipação, é o aparelho digestivo quando funciona mal, especialmente no caso do fluxo biliar deficiente do fígado e da vesícula, provocado por excessos e erros alimentares. Outros fatores como sedentarismo e alguns medicamentos, também poderão contribuir para a obstipação. O uso de laxantes está muito generalizado porque as pessoas julgam que é a melhor forma de alívio e não associam os problemas que poderão advir. Infelizmente esta prática recorrente resulta muitas vezes em situações indesejáveis.

Ora a forma mais saudável que recomendamos é uma alimentação rica em fibras, cereais integrais, fruta, hortaliças, leguminosas, frutos secos, muitos líquidos. Normalmente as pessoas que sofrem de obstipação têm défice de magnésio, e as verduras para além das fibras contêm este mineral. Ameixas secas e figos secos de Torres Novas são elementares fontes de fibras alimentares. O seu uso regular a par das sementes de linhaça são altamente recomendadas, pela sua elevada concentração de fibras, assim como uma média de 2 litros de líquidos diários. Os alimentos a evitar são os fritos e alimentos ricos em gorduras saturadas, porque as gorduras retardam o tempo de transporte dos alimentos pelo intestino e estimulam a produção de mucos, assim como todos os laticínios, produtos processados, farinhas refinadas, açúcar e refrigerantes. Enquanto a obstipação persistir é de total conveniência suprimir a cafeína e o álcool. Em casos recorrentes de obstipação é fundamental uma desintoxicação, sempre orientada por um profissional de saúde qualificado.

 

⌈ Juvenal Silva, Naturopata
Cédula Profissional 0300193 – ACSS ⌋

(0)

Aloé Vera, também conhecida por planta dos milagres pelos médicos da antiguidade, é uma planta medicinal cujo uso tem sido intensificado ao longo dos séculos e, nas últimas décadas tem sido motivo de interesse de pesquisas, com vários estudos científicos na aplicação de uma grande variedade de doenças e, com grande destaque, nas doenças oncológicas.

George Ebers foi o primeiro descobridor do uso da Aloé na Antiguidade, depois de ter encontrado um manuscrito de papiro do Egípcio antigo, datado de 3.500 antes de Cristo (a.C.), considerado também, como um grande tratado de plantas medicinais. Posteriormente a esta descoberta, outros pesquisadores descobriram que esta planta era também usada pelos Indianos e Chineses antigos e, também, por médicos Gregos e Romanos, como Dioscórides e Plínio, que utilizavam o Aloé Vera como remédio curativo insuperável e de enorme eficácia. Existem mais de 200 variedades de Aloé, mas nem todas com características medicinais, sendo as mais valiosas a Aloé Arborescens  (folha estreita pontiaguda e flor cor de rosa) e Aloé Barbadensis (folha larga e pontiaguda e flor amarelada). As duas variedades alcançam a maturidade em quatro anos, quando o gel contido dentro das folhas já pode ser utilizado  para a produção de sumo natural. O gel pode ser utilizado na elaboração de suplementos naturais e medicamentos farmacológicos, tanta de utilização oral como tópica. A Aloé funciona como um “coktail” de elementos nutricionais, que ao combinar a sua ação e equilíbrio, produz um efeito muito mais poderoso do que aquele que seria esperado se os elementos estivessem separados individualmente. Isto significa que todos os seus compostos químicos trabalham  em conjunto, como se fora uma equipa, intensificando os efeitos de cada um, ou seja, um efeito sinérgico. A Aloé tem propriedades adaptogénicas, o que significa que é um conjunto de substâncias que aumentam a resistência do organismo contra problemas desde infeções ao stress. As qualidades nutricionais  e terapêuticas e antioxidantes da Aloé ajudam a curar os órgãos, feridas e tecidos da pele danificados, promovendo a sua regeneração. As suas propriedades antioxidantes combatem os radicais livres,causadores de várias enfermidades, incluindo doenças oncológicas e processos de envelhecimento. Como funciona a Aloé? A sua ação anti-inflamatória natural e antimicrobiana, combinada com os seus elementos nutricionais celulares, promovem o crescimento celular e, ajudam a reverter o processo inflamatório. Estima-se que a Aloé Vera contenha no seu gel mais de 200 substâncias ativas e, destas, a mais abundante, são os polissacarídeos. No Herbário Grego de Dioscórides (41-48 anos depois de Cristo – dC.) refere que a Aloé tem o poder de induzir o sono, fortificar o corpo, diminuir a barriga e limpar o estômago, curar as feridas e hemorroidas, tratar a queda do cabelo, queimaduras solares e outras e, doenças da pele. No Japão a Aloé foi massivamente utilizada no socorro prestado às vítimas de Hiroshima e Nagasaki, pela grande eficácia demonstrada. A Nasa, também constatou a capacidade da Aloé em absorver até 90% da toxicidade produzida por elementos químicos e neutralizar os efeitos negativos dos campos eletromagnéticos no organismo do ser humano. A Comissão de Energia Atómica dos EUA usou o gel de Aloé Vera no tratamento de queimaduras provocadas por raios X. Entusiasmado com estes desenvolvimentos, o médico Americano Dr. Peter Atherton, utilizou o sumo de Aloé como tónico e o gel em aplicações externas sobre a pele e cabelo nos seus pacientes na sua Clínica na Califórnia, tendo concluído um estudo científico  “The Actions and Evidences” em que descreve os benefícios “miraculosos” conseguidos: Proporciona saúde à pele e corpo, fornecendo uma ampla variedade de vitaminas, minerais, açúcares, enzimas e aminoácidos.

 

 

⌈ Juvenal Silva, Naturopata
Cédula Profissional 0300193 – ACSS ⌋

(0)

A medicina sempre foi considerada uma arte sagrada e era ensinada nos templos. O diagnóstico da doença estava associado ao pecado, e o paciente era isolado para evitar a contaminação a outras pessoas, tanto físicas como espirituais e psicológicas.

O fígado era considerado o centro da vida. O sistema médico era muito mágico e religioso em que as estrelas e os deuses eram a razão da cura, ou seja, a explicação da doença tinha uma origem sobrenatural. Para os indianos a medicina significava a ciência da vida e a civilização hebraica utilizava o sacerdote como responsável pela implementação das regras de higiene. Esta época histórica coincide com o surgimento das primeiras civilizações 4000 anos antes de Cristo. A exploração dos remédios naturais com plantas medicinais desenvolveu-se na descoberta de substâncias adequadas para aliviar doenças e tecidos entorpecidos, em que o médico utiliza o conhecimento para a recuperação da saúde e eliminação da doença e, dá importância primordial à nutrição vinda da natureza (comida orgânica) e viver em harmonia com o Sol, a Lua e o Universo, ou seja, uma Vida Natural, um estilo de vida limpo e consciente, uma forma de se respeitar e cuidar de si mesmo.

Nas civilizações antigas, conhecer as plantas e as suas virtudes terapêuticas, era fundamental para as terapias médicas e para os médicos que não tinham outros recursos para o tratamento das doenças. Haviam as oficinas para o processamento das plantas (officinali), autênticos laboratórios onde preparavam óleos, pomadas e chás para todo o tipo de enfermidades. Eram chamados de herboristas, hoje conhecidos como ervanários. Não era fácil a colheita das múltiplas variedades de plantas, por estarem disseminadas em lugares mais longincuos e, até inacessíveis. No século I depois de Cristo começaram a ser plantados jardins medicinais onde plantavam plantas medicinais que eram utilizadas pela Medicina Humoral Hipocrática, que foi muito aperfeiçoada e desenvolvida em Roma pelo histórico e famoso médico Dr. Galeno. Este médico foi o grande impulsionador e, o primeiro médico, a considerar a dietética como parte indispensável na terapêutica da alimentação através do uso das frutas, verduras, plantas medicinais, dando uma visão científica muito evidente e inequívoca.

Na idade média os árabes deram o grande impulso tanto à alquimia como à química, com a invenção do alambique, o que permitiu a descoberta do álcool. Esta nova substância derivada da destilação de ervas e plantas medicinais, teve repercussões no desenvolvimento farmacêutico de corantes e destilados. Os árabes eram muito estudiosos e muito entusiasmados pelo conhecimento científico, de tal forma que foram os primeiros a organizar uma farmacopeia com descrições de receitas e as respetivas dosagens, a forma como tomar (posologia), aplicar e, composições químicas. Entre os séculos XI e XIII foram elaborados os primeiros textos farmacêuticos, nos quais as teorias Grega, Romana e Árabe se fundiram e, resumiram a definição das operações fundamentais para cada procedimento, ou seja: loção, decocção, infusão e trituração. Nesta época, as especiarias e as plantas medicinais tiveram uma grande expansão e, a Escola de Salerno chamou a si a grande responsabilidade para a criação da especialidade “expert” na seleção das plantas em que abundam as várias indicações terapêuticas e, provando cientificamente a sua eficácia, conhecimentos adotados  por todas as indústrias farmacêuticas até aos nossos tempos. No ano 1700, o médico naturalista sueco Carl von Linée operou a primeira classificação dos seres vivos, particularmente com a nomenclatura binominal, em que identificou as espécies de plantas vivas, dividindo-as de acordo com classes ordens e géneros, trazendo o estudo das plantas para o posto de disciplina científica em todos os aspetos. Com a síntese dos ingredientes ativos das plantas medicinais na terapia médica natural, destaca-se a fitoterapia utilizada pelo homem em todas as épocas da sua história.

 

⌈ Juvenal Silva, Naturopata
Cédula Profissional 0300193 – ACSS ⌋

(0)