Cada vez se verifica mais, que uma grande parte das pessoas se poderia tratar e curar, exercitando-se todos os dias ao ar puro. Podemos citar entre outros tipos de doenças a obesidade, diabetes, colesterol, depressão, sistema cardiovascular, respiratório,etc. Contudo, quando aconselhamos, ouvimos como resposta: Eu sei, mas não tenho tempo para caminhar, nem para fazer exercício, porque tenho uma vida muito preenchida. Ou são os filhos, ou reuniões, ou os horários incompatíveis, ou porque está frio, ou porque está a chover, enfim, tudo serve de pretexto.

Mas então o que pretendem uma grande parte de pessoas? Ou o que procuram?

Remédios que tratem da saúde e sejam eficazes, em detrimento do movimento físico. Mas na verdade, não há remédio algum que possa substituir a atividade física. Todo aquele que deixa “enferrujar” os seus órgãos e os seus músculos, corre sérios riscos de enfraquecer o seu organismo e cair doente. Nos dias de hoje, todas as medicinas reconhecem o valor terapêutico do movimento e, desde há largos anos, isto é salientado pelos especialistas de tratamentos e recuperação desportivos. Existem algumas doenças que resistem a medicações, sejam químicas ou naturais, mas que podem ser eficazmente combatidas e curadas por meio de atividades físicas. Temos como exemplo diversas formas de reumatismos articulares, bursites, asma, afeções pulmonares, obesidade, perturbações cardiovasculares e circulatórias, etc.

Porque deve a atividade física tornar-se um fator de saúde e de cura?

Não faltam factos que nos transportam a esta conclusão. Fruto da vida moderna, é sabido desde há muitos anos que as afeções cardiovasculares são muito mais frequentes nas pessoas que têm um modo de vida sedentário do que naquelas que se exercitam, tanto pelo caracter da profissão, como pela atividade desportiva. Mais do que nunca, é necessário conhecer os elos existentes entre o movimento e as funções cardiovasculares e, verificar que as novas tecnologias como mecanização, automatização, robótica e informática, dispensou o homem de um grande número de esforços físicos. O ser humano tornou-se num “enfermo do movimento”.

Não é por acaso, que nos dias de hoje, os médicos prestam cada vez mais importância ao exercício e movimento para a manutenção da saúde. A atrofia muscular por falta de exercício físico, pode potenciar uma série de doenças. É o que acontece frequentemente com trabalhadores intelectuais que se queixam de enxaquecas, de melancolia, cansaço, prisão de ventre e hemorroidas, insónias, distúrbios cardiovasculares, reumatismo e perturbações metabólicas. Todo aquele que exerça uma atividade profissional em que esteja sentado, faz tão poucos movimentos que até deixa de respirar profundamente. Se a isto adicionarmos os efeitos nocivos de uma alimentação desequilibrada da vida moderna e, do tabaco, fácilmente se desenvolvem fatores de estados doentios. Este tipo de pessoas necessita como tratamento de base o exercício sistemático. Obviamente que um passeio de vez em quando, ou alguns trabalhos caseiros, não são suficientes para manter a forma dos músculos do nosso corpo, os ossos, os tendões e as articulações. Para além da caminhada, são importantes os exercícios musculares, porque provocam uma estimulação sobre os nossos órgãos internos. Segundo a Lei de Weber, o movimento dilata primeiramente os vasos dos músculos em atividade. Depois, a estimulação geral da circulação e, a aceleração dos batimentos cardíacos provocam uma melhor irrigação dos músculos inativos dos órgãos internos e do cérebro. O movimento determina não só o transporte de sangue puro para os tecidos e órgãos, mas também torna possível a evacuação dos resíduos pelo sangue venoso. O coração bombeia o sangue que irá percorrer até aos capilares de todo o nosso organismo.

 

⌈ Juvenal Silva, Naturopata
Cédula Profissional 0300193 – ACSS ⌋   

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Vitaminas, Fibras e Minerais – os nutrientes que o corpo precisa

A sopa composta por uma boa variedade de vegetais, é um verdadeiro elixir de bem estar, graças à mistura única de sais minerais, fibras, vitaminas, proteínas e carboidratos. A sopa de verduras e vegetais é um prato nutritivo, equilibrado e completo, excelente para todas as idades: cada porção é equivalente a um total de fibras, proteínas vegetais e carboidratos, enquanto as gorduras são reduzidas ao mínimo. Ou seja, todas as caraterísticas que fazem da sopa um dos melhores alimentos para todos aqueles que querem manter o peso sobe controle e querem fazer uma alimentação saudável e, rica em sabor.

Quando se pretenda transformar numa refeição única e exclusiva, pode-se adicionar algum tipo de cereais ou macarrão, ou algum tipo de leguminosas (feijão, grão, lentilhas), sendo vantajoso variar e alternar os ingredientes. As calorias da sopa são reduzidas, mas as fibras são de alto teor, conjuntamente com as vitaminas e os sais minerais. A versatilidade deste prato torna-o altamente recomendado para todos os que queiram seguir uma alimentação nutritiva, baixa em calorias e, muito equilibrada. Os sais minerais como sódio, cálcio, zinco, selênio, cobre e manganês, estão presentes no conjunto da mistura das verduras e vegetais variados, garantindo um excelente fornecimento desses nutrientes tão preciosos. O cobre e o magnésio são abundantes nos feijões, cuja importância é de grande interesse para a formação do esqueleto e dos dentes, bem como para a formação dos tecidos conjuntivos. O cobre também é muito abundante nas lentilhas, essencial para a saúde da pele e do cérebro. As batatas e as cebolas contêm generosas quantidades de potássio, o que ajuda o nosso organismo a reduzir a retenção de água e pode ter efeitos benéficos sobre a saúde do coração. O Cálcio é essencial para a formação e rigidez dos ossos e dentes e ajuda a regular a coagulação sanguínea e muscular. Está presente nas verduras como brócolos, couve galega, repolho e outros como alho francês, aipo, etc. O magnésio está presente nos cereais, leguminosas, e verduras folha verde escura, essencial
para os músculos e tecido nervoso. O ferro é essencial para a saúde física e mental e determinante para manter os níveis de energia elevada. A ausência de ferro no organismo poderá causar dores de cabeça, anemia, fadiga permanente, nevralgias, lesões dos nervos periféricos. O ferro pode encontrar-se nos espinafres, favas, verduras, beterraba vermelha, feijão e lentilhas, enquanto os tomates, repolho e couve flor, promovem a sua boa absorção no organismo. O manganês é um mineral contido no manjericão, essencial para ativar as enzimas essenciais para a digestão e assimilação dos nutrientes. As vitaminas que se podem obter numa sopa são as do complexo B, fundamentais para o bom funcionamento do fígado, do sistema nervoso, para o metabolismo dos lípidos e proteínas. A vitamina A também está presente para ajudar a regular o desenvolvimento celular e a regeneração dos tecidos. É importante para melhorar a visão noturna e estimular as defesas do sistema imunitário. Ainda temos também a vitamina C, que está presente quase em todos os legumes e verduras e que ajuda a reduzir a ação dos radicais livres na células e repara os tecidos e, é útil para fortalecer o sistema imunitário.

Onde encontramos esta riqueza de benefícios? Nas batatas, verduras de folha verde, tomates, cenouras, espargos, cebolas, alho, etc. Os carboidratos minerais são complexos, em comparação com os carboidratos simples e, ajudam a controlar os níveis de glicose, colesterol e triglicéridos no sangue e promovem a sensação de saciedade. A quantidade de carboidratos varia de vegetais para vegetais. Por exemplo batatas 17grs de carboidratos por cada 100grs, alho francês 14grs, cenouras 9,5grs, cebolas 9,3grs, repolho e feijão verde 6grs. Para assegurarmos uma nutrição completa, deveremos contemplar sais minerais, vitaminas, fibras, proteínas vegetais e carboidratos.

 

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A biologia agrupa um conjunto de ciências como a fisiologia, morfologia, microbiologia, histologia, patologia, medicina antropológica, higiene, entre outras e, centra-se no estudo dos seres vivos. A biologia clássica está vocacionada para o estudo laboratorial das células vivas da matéria microbiana, análise de urinas, fezes e expetoração.

Outras variantes experimentais são utilizadas no ensaio de medicamentos, na pesquisa de princípios ativos da química orgânica e até no desenvolvimento reprodutivo.

Sendo a biologia o estudo da vida, agrega um conjunto de estudos específicos em que se incluem a produção de vacinas, medicamentos e processamentos de síntese.

Em Naturopatia, considera-se que a Biologia é para além de todas as filosofias, a Ciência do Ser Vivo e das suas condições existenciais, “as condições do meio específico”, criadoras originais do Ser Vivo, responsáveis pela perpetuidade. Diferencia-se da Biologia Clássica que se encerra em laboratório, porque a procura fundamenta-se na observação da natureza e dos segredos da vida, onde tudo se desenvolve e organiza livre e naturalmente, tanto no reino animal como vegetal. Nesta perspetiva, os estudos biológicos, fundamentam-se na saúde humana, na saúde natural, que compreende a verdadeira essência da vida, como sejam as formas corporais corretas, o sistema imunitário, a força e aptidões físicas, a longevidade com qualidade e sem doenças, a inteligência espontânea e natural, os valores humanos baseados no bem e na solidariedade social.

O pensamento holístico que envolve a filosofia Naturopática, transporta-nos a encarar a SAÚDE NATURAL DO SER HUMANO, pela integralidade no seu meio específico e em obediência à sua própria natureza, tanto na sua preservação como conservação e, restauração em casos de enfraquecimento ou doença.

Procedimentos e pensamentos opostos à biologia química que procura a descoberta de forma fragmentada de proteger a saúde, não considerando as fontes vitais.

 

O problema da doença

A doença está associada a uma multiplicidade de fatores em que se destacam a poluição ambiental provocada pelo homem, como também a poluição mental, fatores de degeneração, fraqueza, desvitalização e desregulação homeostática. Uma alimentação desapropriada e os maus hábitos da vida moderna, conduzem a uma vida desnaturada, contrária á essência do Ser e da vitalidade, numa agressão permanente em que os processos químicos assumem cada vez mais um papel destruidor da saúde humana. Aqui residem as verdadeiras causas do entupimento humoral, ou seja, a contaminação do sangue, linfa e fluidos celulares, provocando sérias dificuldades de eliminação de resíduos tóxicos.

A Lei Naturopática nº 4, considera a doença como provocada pelo  “stress” do meio anti-biológico (falsos alimentos, falta de ar puro  e limpo, de exercício racional, de sol e tensão psiconervosa.

Doenças Agudas

São as mais comuns, como a febre, catarros, suores, diarreias, hemorragias, que ocorrem com maior ou menor agressividade, como resposta à toxidade humoral, para provocar uma purificação do organismo e auto cura.

Doenças crónicas 

São mais estritas, menos violentas  e às vezes silenciosas, com intermitência de crises e repouso aparente. Todas as doenças são sinal de defesa e manifestam-se a nível externo ou ao nível dos órgãos ocos, como estômago, (ex: úlcera).

Os estudos Naturopáticos biológicos, morfológicos e psicológicos, estão orientados segundo as doutrinas humoristas e vitalistas. A repressão da doença destrói a força vital, assim como a medicação orientada para o sintoma, uma vez que não é solicitada a desintoxicação através dos emunctórios, ou seja, intestinos, rins, pele, fígado e pulmões, única forma de purificação dos humores.

Terapêutica

A doutrina Naturopática preconiza as manobras de drenagem, cujos princípios de auto cura devem reger-se pela seguinte ordem:

  • Desintoxicação (limpeza humoral por solicitação dos emunctórios)
  • Repouso (eliminação de tensões físicas e psíquicas)
  • Eliminação da fonte tóxica (alimentação incorreta e desnaturada)

 

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